Rombo fiscal de fevereiro mostra governo distante da meta
"A receita líquida do governo central somou R$ 188 bilhões no primeiro bimestre do ano, uma queda real de 6,6% comparação com o mesmo período de 2016. Este é o indicador que vale para mensurar o desempenho verdadeiro da economia e não indica melhoria. O resto é contabilidade", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço, sobre o desastre nas contas públicas, que vem sendo provocado pela depressão econômica de Henrique Meirelles
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Atualizado em 26 de June de 2018, 21:28
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa de fórum político e econômico em São Paulo, Brasil 30/09/2016 REUTERS/Paulo Whitaker (Foto: Leonardo Attuch)
Mais cedo, hoje, o blog alertou para o fato de que mais graves que os novos cortes orçamentários anunciados pelo Governo era a constatação de que, transcorridos apenas dois meses de 2017, o já imenso rombo de R$ 139 bilhões, a “meta” anunciada para este ano, já não se cumpriria sem essa imensa “poda” nos gastos públicos já submetidos ao “massacre da serra elétrica” da PEC do Teto.
O resultado do Tesouro Nacional divulgado hoje, com um rombo de R$ 26 bi – em valores reais igual ao de fevereiro de 2014, fracasso que dispensa comentários mostra que não houve reversão digna de nota em qualquer dos campos da arrecadação regular de impostos.
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Toda a possibilidade de alcançar apenas o desastre já estipulado, um déficit superior a 2% do PIB – o que só se justificaria se estivéssemos fazendo uma política expansionista, com fortes investimentos públicos – repousa, como desde 2014, na possibilidade de arrecadar extraordinariamente com concessões e alienações de patrimônio.
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A receita líquida do governo central somou R$ 188 bilhões no primeiro bimestre do ano, uma queda real de 6,6% comparação com o mesmo período de 2016.
Este é o indicador que vale para mensurar o desempenho verdadeiro da economia e não indica melhoria.
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