Rombo do Postalis põe em xeque avaliador de risco

Relatório da Polícia Federal apontou rombo de R$ 5 bilhões no fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, e acendeu holofotes sobre empresas que prestam serviços às fundações; uma delas é a Risk Office, do empresário Marcos Jacobsen, que, em tese, indica investimentos seguros para essas instituições; chamado pela PF, Jacobsen, presidente da Risk Office, saiu pela tangente e disse que a empresa realiza "relatórios informativos, não participando de reuniões no comitê de investimento do Postalis, nem como analista"; funcionários dos Correios terão que pagar mais para garantir aposentadorias

Relatório da Polícia Federal apontou rombo de R$ 5 bilhões no fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, e acendeu holofotes sobre empresas que prestam serviços às fundações; uma delas é a Risk Office, do empresário Marcos Jacobsen, que, em tese, indica investimentos seguros para essas instituições; chamado pela PF, Jacobsen, presidente da Risk Office, saiu pela tangente e disse que a empresa realiza "relatórios informativos, não participando de reuniões no comitê de investimento do Postalis, nem como analista"; funcionários dos Correios terão que pagar mais para garantir aposentadorias
Relatório da Polícia Federal apontou rombo de R$ 5 bilhões no fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, e acendeu holofotes sobre empresas que prestam serviços às fundações; uma delas é a Risk Office, do empresário Marcos Jacobsen, que, em tese, indica investimentos seguros para essas instituições; chamado pela PF, Jacobsen, presidente da Risk Office, saiu pela tangente e disse que a empresa realiza "relatórios informativos, não participando de reuniões no comitê de investimento do Postalis, nem como analista"; funcionários dos Correios terão que pagar mais para garantir aposentadorias (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Um relatório entregue pela Polícia Federal no dia 15 de dezembro à Justiça Federal do Rio de Janeiro sobre o fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, acendeu holofotes sobre empresas relativamente pouco conhecidas, mas que prestam serviços estratégicos para as fundações estatais. Uma delas é a Risk Office, do empresário Marcos Jacobsen, que, em tese, indica investimentos seguros para os clientes.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, o Postalis tem hoje um rombo de R$ 5 bilhões, fruto de decisões equivocadas de investimento. A PF analisou duas gestões, a do ex-presidente Alexej Predtechensky e a do atual, Antonio Carlos Conquista, encontrando indícios de gestão temerária, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa. Entre os responsabilizados pelo mau uso das contribuições dos servidores dos Correios, estão diretores e ex-diretores do fundo, empresários e executivos do mercado financeiro.

Chamado a depor pela PF, Marcos Jacobsen, presidente da Risk Office, saiu pela tangente, afirmando que a empresa realiza "relatórios informativos, não participando de reuniões no comitê de investimento do Postalis, nem como analista". O Postalis, por sua vez, informou que a Risk Office não presta mais serviços para a instituição.

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Em seu site, a Risk Office informa que produz "inteligência Financeira que proporciona grandes soluções para diferentes desafios". 

"O modelo de trabalho da Risk Office tem como propósito o desenvolvimento de soluções integradas para identificar, mensurar, avaliar e gerenciar os riscos de todas as categorias existentes nos processos de negócios de cada um de seus clientes, proporcionando uma visão global dos riscos e possibilitando sua mitigação e a otimização dos processos financeiros e operacionais de seus clientes", informa ainda a companhia.

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No entanto, a Polícia Federal investiga se empresas de avaliação de risco não seriam peças da mesma engrenagem que praticamente quebrou o fundo de pensão dos Correios – o que obrigará a empresa e seus funcionários a elevar suas contribuições nos próximos anos para garantir suas aposentadorias.

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