Robson Andrade, presidente da CNI: “Foi eleita, tem de respeitar”

"A indústria não é boba. Sabe que um golpe geraria mais instabilidade e, portanto, mais prejuízo para suas empresas", diz Miguel do Rosário, ao comentar a entrevista em que Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria, condenou eventual impeachment da presidente Rousseff

Brasília, 17 de novembro de 2010
Coletiva do Pres. da CNI Robson Braga de Andrade .
Foto: Miguel Angelo/CNI
Brasília, 17 de novembro de 2010 Coletiva do Pres. da CNI Robson Braga de Andrade . Foto: Miguel Angelo/CNI (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Miguel do Rosário, no Tijolaço

Aí está a razão do golpe ter minguado.

A indústria, os movimentos sociais e, por fim, a Globo (acuada), decidiram se alinhar contra o impeachment.

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A indústria não é boba. Sabe que um golpe geraria mais instabilidade e, portanto, mais prejuízo para suas empresas.

Os movimentos sociais também não são bobos. Tem mil críticas à Dilma, ao ajuste do Levy, à Agenda Brasil de Renan, mas querem exercer o seu direito de criticar e lutar por mudanças dentro do marco da democracia.

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Por fim a Globo, isolada, com medo de repetir o erro histórico de ter apoiado o golpe de 64, decidiu recuar, deixando seus próprios colunistas e editores, como Merval, com a brocha na mão.

Abaixo, um breve histórico sobre os movimentos do empresariado contra o impeachment.

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Primeiro foi a nota contundente da Fiesp/Firjan, as duas federações patronais mais poderosas do país, em favor da “governabilidade”, ou seja, contra o impeachment.

Ontem, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em entrevista à Folha, reforçou a mensagem.

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Indagado se apoiava o impeachment, Andrade responde enfaticamente, sem titubear: “Não sou a favor.”

Em vários trechos da entrevista, Andrade deixa bem claro que defende o respeito ao voto, à presidente, às instituições e à governabilidade.

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Destaco um trecho:

“Escolhemos em outubro a liderança que gostaríamos de ter, mas escolhemos em cima de um programa de governo em que acreditávamos, de gestão, de crescimento. (…) Temos agora de ajudar a construir um país diferente. As instituições têm de ser respeitadas. Foi eleita, tem de respeitar e ajudar a construir o país dentro do sistema político que temos, com a liderança que escolhemos. ”

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Para quem souber espanhol, vale a pena ler matéria do jornal argentino Página 12, mencionando o apoio empresarial e sindical à presidenta Dilma.

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