Retrocesso intermitente: infraestrutura 'encolhe' R$ 40 bi em dois anos
Os efeitos devastadores do golpe e da falta de inteligência associada à ele, tão bem encarnada em Henrique Meirelles, ao PSDB e a Michel Temer, produz mais um dado estatístico desolador: nos últimos dois anos, a infraestrutura brasileira encolheu R$ 40 bilhões; o retrocesso deixa o Brasil atrás da maioria dos países com nível semelhante de renda, conforme estudo do Banco Mundial
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247 - Os efeitos devastadores do golpe e da falta de inteligência associada à ele, tão bem encarnada em Henrique Meirelles, ao PSDB e a Michel Temer, produz mais um dado estatístico desolador: nos últimos dois anos, a infraestrutura brasileira encolheu R$ 40 bilhões. O retrocesso deixa o Brasil atrás da maioria dos países com nível semelhante de renda, de acordo com um estudo do Banco Mundial.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "em 2017, foram aplicados em transporte, energia, telecomunicações e saneamento R$ 110,7 bilhões, ou 1,69% do PIB (Produto Interno Bruto), parcela menor do que o 1,95% de 2016. Neste ano, o investimento deve ficar em 1,7% do PIB. No período, os equipamentos de infraestrutura se desgastaram, em uma taxa estimada pela consultoria em 2,38% do PIB. Como o desgaste está sendo maior do que reposição, melhoria e construção, as instalações no país perderam valor: eram 36,2% do PIB em 2016 e devem fechar 2018 em 35,6% do PIB."
Diante de tal devastação do investimento, o economista Cláudio Frischtak, sócio-fundador da Inter.B., afirma: "não estamos falando de tecnologia de ponta, da fronteira da infraestrutura. Esse seria o nível necessário para, no caso do saneamento, por exemplo, universalizar o acesso a água, esgoto e tratamento de esgoto. Ainda faltaria muito para reduzir nosso desperdício, que hoje é indecente, supera 25%, para se chegar aos 6% obtidos no Japão".
Ele ainda sublinha: "levar banda larga a todos é extremamente importante para elevar a equidade e a eficiência, mas, para chegar a níveis de velocidade da Coreia do Sul ou da Finlândia, seria preciso investir ainda muito mais".
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