Represas em níveis baixos elevam custo da energia no Brasil
A ocorrência de chuvas abaixo da média histórica e a persistente estiagem que atinge a Região Nordeste, situação que exige o acionamento constante das usinas térmicas – mais caras –, têm gerado um efeito cascata em toda a indústria, com potencial impacto sobre o ritmo da recuperação; o impacto preocupante, no curto prazo, não é operacional, mas financeiro, já que o preço da energia, que costuma ser um dos principais insumos para muitos setores, ameaça a velocidade da retomada da economia
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247 - Os recentes sinais de melhora do ambiente econômico levaram o governo a reavaliar suas projeções de crescimento do PIB para 2018, elevando o crescimento do País de 2,5% para 3%. Mas o setor elétrico pode ser um entrave. A ocorrência de chuvas abaixo da média histórica e a persistente estiagem que atinge a Região Nordeste, situação que exige o acionamento constante das usinas térmicas – mais caras –, têm gerado um efeito cascata em toda a indústria, com potencial impacto sobre o ritmo da recuperação.
A cúpula do setor elétrico garante que, mesmo com o crescimento do PIB em 3%, não há risco de desabastecimento de energia no País, tanto por conta do potencial do parque instalado quanto das novas turbinas que entrarão em operação nos próximos meses. O impacto preocupante, portanto, não é operacional, mas financeiro, já que o preço da energia, que costuma ser um dos principais insumos para muitos setores, ameaça a velocidade da retomada estimada pelo governo.
“Dos 62 mil megawatts de energia que o Brasil consome diariamente, cerca de 15% vão para indústrias de pequeno e médio porte. Diferentemente da grande indústria, que tem contratos de aquisição de energia baseados em acordos de longo prazo, essas empresas estão expostas a essas altas repentinas de preço e deverão sofrer com isso”, diz Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc, gestora independente de energia.
As informações são de reportagem de André Borges e Anne Warth no Estado de S.Paulo.
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