Renovação do auxílio emergencial pode ser anunciada nesta semana, diz Guedes

O auxílio emergencial, segundo o ministro da Economia, será renovado por três meses

Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal.
Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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Por Isabel Versiani (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar nesta semana a renovação do auxílio emergencial por três meses, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira.

Em evento com representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Guedes também disse que o programa de treinamento de jovens dentro das empresas que está sendo formulado pela equipe econômica será 100% financiado pelo governo ao longo de 2021.

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Nos próximos meses, segundo ele, a ideia é buscar a adesão de empresas interessadas, que pagariam uma complementação da bolsa aos jovens beneficiados.

"Nós renovamos o BEM, renovamos também o auxílio emergencial. Isso vai até 31 de julho, e agora o presidente deve anunciar, talvez ainda nesta semana, mais três meses de auxílio emergencial", disse Guedes.

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Sobre o novo programa do Bônus de Inclusão Produtiva, Guedes reiterou que a ideia é capacitar 2 milhões de jovens. O governo pagará de 250 reais a 300 reais aos participantes, que receberiam treinamento no ambiente de trabalho. A ideia é que empresas façam um pagamento equivalente, mas o ministro afirmou que neste ano o custo ficará integralmente com o governo.

Redução de impostos

Guedes afirmou que, com a retomada econômica, a arrecadação está tendo um crescimento "vigoroso", e o governo quer usar essa margem para reduzir impostos de forma imediata.

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Ele citou o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, ressaltando que a ideia é duplicar a base de pessoas que não precisam pagar o tributo e, em compensação, passar a taxas os dividendos de empresas distribuídos às pessoas físicas.

O ministro também reiterou plano da equipe econômica de reduzir o IR para as empresas em cerca de 2,5% ao ano. Segundo Guedes, a média dessa tributação no mundo é hoje de 22%, e no Brasil ela supera 30%. "Queremos isso aí em torno de 25%", afirmou Guedes.

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