Renan e Pasadena: nada de “investigação política”
Presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) nega a possibilidade de uma investigação política sobre a compra da refinaria de Pasadena, pela Petrobras; "A investigação política só tem sentido quando o fato não está sendo investigado pelas vias normais", disse ele, lembrando que instituições como o Ministério Público já se debruçam sobre o caso; pivô da compra, o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, apontado pela presidente Dilma Rousseff como autor de um "parecer omisso", saiu de férias e embarcou para a Europa; na Câmara, oposição tenta colher assinaturas para pedir CPI
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247 – Não vai ocorrer "uma investigação política" sobre a compra, pela Petrobras, em 2007, da refirnaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A garantia foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, a respeito da possibilidade de a presidente Dilma Rousseff ser envolvida num procedimento do Senado.
"A investigação política só tem sentido quando o fato não está sendo investigado pelas vias normais. Quando está sendo investigado pelas vias normais, nós precisamos fortalecer esse caminho de investigação e aguardar o resultado. Se não estiver sendo esclarecido pelas vias normais, e não é o caso, você faz uma investigação política", disse.
Autor do parecer que Dilma, em nota oficial, considerou “omisso” e “falho” e coordenador da compra da refinaria de Pasadena, o ex-diretor internacional Nestor Cerveró, atualmente diretor da BR Distribuidora, saiu hoje do País.
Oficialmente, Cerveró saiu de férias do cargo de diretor da área Internacional da BR Distribuidora. Ele não fez declarações públicas.
Em Brasília, o presidente do Senado resguardou a posição de Dilma no caso. "Na vida pública não pode existir, absolutamente, nenhuma dúvida. A presidente, mais do que qualquer um, quer o esclarecimento definitivo dos fatos. Você não pode responsabilizar pela participação em um conselho, alguém que tem demonstrado a responsabilidade que ela tem demonstrado com o País", disse Renan Calheiros.
Em nota, Dilma disse ontem que aprovou a compra sem ter sido devidamente informada sobre as condições do acordo.
Cerveró se comprometeu em 2007 com a compra de 50% da refinaria por US$ 785 milhões. Deste total, US$ 85 milhões referentes a uma "alocação especial" não discriminada. No total, o negócio salu por US$ 1,2 bilhão.
Enquanto isso, a oposição na Câmara pediu a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno, disse que irá coletar assinaturas para apresentar o pedido. "É mais um caso que revela o aparelhamento da Petrobras para atender interesses políticos", disse ele. A possibilidade de instalação de uma CPI também teria sido discutida por deputados do PMDB.
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