Relator defende aprovação da LDO com rombo de R$139 bilhões

Senador Wellington Fagundes (PR-MT), relator da Lei de Diretrizes Orçamentares (LDO) de 2017 no Congresso, incorporou em seu parecer a estimativa de déficit de R$ 139 bilhões nas contas públicas, feito pelo governo interino de Michel Temer; Fagundes também inseriu no projeto da LDO o mecanismo que limita o crescimento dos gastos à inflação; "Dada a gravidade da situação das finanças públicas, entendemos que será desafiador até mesmo limitar o déficit à meta proposta", afirmou; considerando o setor público como um todo, incluindo estados, municípios e estatais, o rombo chegará a R$ 143,1 bilhões

Senador Wellington Fagundes (PR-MT), relator da Lei de Diretrizes Orçamentares (LDO) de 2017 no Congresso, incorporou em seu parecer a estimativa de déficit de R$ 139 bilhões nas contas públicas, feito pelo governo interino de Michel Temer; Fagundes também inseriu no projeto da LDO o mecanismo que limita o crescimento dos gastos à inflação; "Dada a gravidade da situação das finanças públicas, entendemos que será desafiador até mesmo limitar o déficit à meta proposta", afirmou; considerando o setor público como um todo, incluindo estados, municípios e estatais, o rombo chegará a R$ 143,1 bilhões
Senador Wellington Fagundes (PR-MT), relator da Lei de Diretrizes Orçamentares (LDO) de 2017 no Congresso, incorporou em seu parecer a estimativa de déficit de R$ 139 bilhões nas contas públicas, feito pelo governo interino de Michel Temer; Fagundes também inseriu no projeto da LDO o mecanismo que limita o crescimento dos gastos à inflação; "Dada a gravidade da situação das finanças públicas, entendemos que será desafiador até mesmo limitar o déficit à meta proposta", afirmou; considerando o setor público como um todo, incluindo estados, municípios e estatais, o rombo chegará a R$ 143,1 bilhões (Foto: Aquiles Lins)


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Karine Melo, da Agência Brasil - O relator da Lei de Diretrizes Orçamentares (LDO) de 2017 no Congresso, senador Wellington Fagundes (PR-MT), incorporou em seu parecer a aprovação do déficit de R$ 139 bilhões anunciado pelo Ministério do Planejamento na semana passada. O relatório entregue à Comissão ontem (10) a noite deve ser votado pelo colegiado na próxima quarta-feira (13).

A proposta também terá de passar pelo plenário do Congresso. Sem essa votação, oficialmente os parlamentares não poderiam entrar em recesso. Caso eles não consigam, Câmara e Senado devem ser esvaziados a partir do dia 17 de julho por um recesso braco.

No substitutivo que traz os novos valores também foi incorporado o mecanismo que limita o crescimento dos gastos à inflação. "Dada a gravidade da situação das finanças públicas, entendemos que será desafiador até mesmo limitar o déficit à meta proposta. Assim, é necessário conjugar outras medidas para que o déficit não seja ainda maior. Dessa forma, incorporamos também em nosso substitutivo o mecanismo de limitação de despesas primárias constante da Proposta de Emenda Constitucional nº 241, de 2016 (que institui o teto de gastos)", afirmou o parecer.

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Fagundes, que esteve com o presidente interino Michel Temer no sábado (9) por quase duas horas, está trabalhando em duas vertentes com base em mais de 1,3 mil emendas apresentadas por deputados e senadores: qualificação dos gastos e otimização da receita.

"De nada adianta a inclusão no Orçamento de programações que não serão executadas, simplesmente porque não haverá os recursos necessários, o que leva a enormes contingenciamentos ao longo do exercício", ressaltou. Segundo Fagundes, que também é líder do PR no Senado, o momento exige esforço de todos.

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Realismo

O relator decidiu incluir a vedação à incorporação de receitas oriundas de tributos que ainda não foram aprovados. "Tal iniciativa fere o realismo orçamentário pretendido pelo governo", justificou.

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No parecer, o relator destacou que a magnitude do déficit naturalmente traz preocupação. Apesar disso, ele entende que as estimativas apresentadas pela equipe econômica de Temer buscaram o realismo nas contas públicas. Por isso, informou que decidiu acolher as estimativas do Executivo. Considerando o setor público como um todo, incluindo estados, municípios e estatais, o rombo chegará a R$ 143,1 bilhões.

Wellignton Fagundes sugeriu que o governo federal priorize a conclusão de obras inacabadas cuja execução física já tenha ultrapassado 50%. "É preferível concluir os investimentos já iniciados a aumentar a quantidade de obras sem continuidade", ponderou.

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A nova meta vai substituir a do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias que tramita na CMO (PLN 2/2016). O texto atual do projeto prevê uma meta igual a zero para o governo, mas com possibilidade de reduções que poderiam levar o resultado primário a um valor negativo de R$ 65 bilhões. A LDO define anualmente a meta fiscal do setor público.

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