Relator da LDO de 2016 propõe superavit de 0,7% do PIB
Deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, incluiu nesta quarta-feira, 4, a meta de superávit primário do setor público consolidado equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no projeto, em linha com a proposta do governo federal; meta inclui superávit primário de R$ 34,4 bilhões para o governo central (0,55% do PIB) e de R$ 9,4 bilhões para Estados e municípios (0,15% do PIB), indo ao encontro de redução proposta pelo governo no fim de julho
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
BRASÍLIA (Reuters) - O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), incluiu nesta quarta-feira a meta de superávit primário do setor público consolidado equivalente a 0,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no projeto, em linha com a proposta do governo federal.
A proposta foi apresentada em reunião de líderes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que ainda avalia se o projeto será votado nesta sessão.
A meta inclui superávit primário de 34,4 bilhões de reais para o governo central (0,55 por cento do PIB) e de 9,4 bilhões de reais para Estados e municípios (0,15 por cento do PIB), indo ao encontro de redução proposta pelo governo no fim de julho.
Na época, a equipe econômica propôs que o alvo de economia para pagamento de juros da dívida pública fosse reduzido a 0,7 por cento do PIB em 2016, sobre a meta anterior de 2 por cento do PIB.
Um mês depois, entretanto, o governo enviou uma peça orçamentária prevendo déficit primário em 2016, equivalente a 0,34 por cento do PIB para o setor público consolidado, numa investida para pressionar parlamentares a aprovar o ajuste fiscal, mas que culminou com a perda pelo Brasil do selo de bom pagador pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.
Diante de mais temor que o país tivesse sua nota de crédito rebaixada por outras agências de grande porte, o governo voltou atrás e passou a defender a meta de superávit primário de 0,7 por cento do PIB.
Em meados de setembro, anunciou um pacote de medidas fiscais com o objetivo de garantir o superávit primário em 2016 e resgatar a credibilidade da política fiscal, tendo como pilar central a recriação da CPMF, mas que ainda precisa do aval do Congresso.
(Por Marcela Ayres)
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247