Reforma é desmanche da proteção ao trabalhador, diz CUT
Na avaliação de Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a reforma trabalhista promove um desmanche total do sistema de proteção construído desde a promulgação da CLT; o sindicalista alerta que o discurso do governo de que as mudanças trarão impacto positivo na economia é falaciosa; "Quanto mais você precariza o trabalhador, menos ele consome, menos a indústria produz e menos o país cresce"
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247 - A reforma trabalhista aprovada ontem na Câmara dos Deputados promove um desmanche total do sistema de proteção construído desde a promulgação da CLT, diz Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As informações são de reportagem de Fernanda Perrin na Folha de S.Paulo.
"Mudanças na legislação trabalhista têm que partir de discussões com as centrais e os demais atores.
Isso não pode ser feito da maneira autoritária como está sendo levada, por um governo que não foi eleito, com um programa que não passou por um debate eleitoral e não foi votado nas urnas", diz Nobre.
Defensores do projeto dizem que ele vai gerar mais empregos ao dar segurança jurídica a empresários.
"Esse discurso [de que a mudança vai gerar mais empregos ao dar segurança jurídica a empresários] é mentiroso. Quando o trabalhador está protegido, com carteira assinada e garantia de emprego, ele consome, compra uma casa. Mas, se ele tiver um contrato precário, de jornada de três horas, que segurança vai ter?
Quanto mais você precariza o trabalhador, menos ele consome, menos a indústria produz e menos o país cresce. Como vamos sustentar a Previdência sem contribuição?", indaga.
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