Recessão Temer-Meirelles se agrava e Ibre piora previsões para 2016 e 2017

Os indicadores econômicos reais não refletem o otimismo do governo do presidente Michel Temer, na avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV); como o desempenho da economia real continua surpreendendo negativamente, apesar da melhora das expectativas, a instituição reviu para baixo suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e, também, do ano

Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting 
Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting  (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Os indicadores econômicos reais não refletem o otimismo do governo do presidente Michel Temerm segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Como o desempenho da economia real continua surpreendendo negativamente, apesar da melhora das expectativas, a instituição reviu para baixo suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e, também, do ano, revela reportagem do Valor.

"Na edição de outubro do Boletim Macro, divulgada com exclusividade ao Valor, o Ibre prevê queda de 0,6% do PIB entre o segundo e o terceiro trimestres, feitos os ajustes sazonais. A projeção anterior era de redução mais modesta, de 0,3%. Após a mudança, a perspectiva para 2016 passou de recuo de 3,2% para retração de 3,4%.

A análise de que a atividade só deve voltar a crescer a partir dos primeiros três meses de 2017 permanece, assim como a expectativa de alta de 0,6% da economia no ano que vem, mais fraca do que o consenso de mercado, de expansão de 1,2%.

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"Vivemos uma situação tão dramática, com recessão aguda e profunda, que a mudança de governo levou a um excesso de otimismo, mas o realinhamento macroeconômico é um processo difícil", afirma Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim. O recente comportamento ruim dos indicadores de atividade não é demérito da nova equipe econômica, pondera Silvia, mas reforça a visão de que a saída da crise não é algo trivial.

A revisão pessimista para o período de julho a setembro foi provocada pela produção industrial, que registrou recuo de 3,8% no mês de agosto, eliminando a expansão acumulada nos cinco meses anteriores. Para setembro, a expectativa é de avanço de 0,9%, recuperação pouco robusta na avaliação da entidade. Com esse desempenho, o PIB industrial deve cair 1,1% na passagem do segundo para o terceiro trimestre nas estimativas do Ibre, depois de ter aumentado 0,3% de abril a junho."

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