Recessão Temer-Meirelles demite 39,2 mil em setembro
Há 166 dias no poder, a dupla Michel Temer e Henrique Meirelles ainda não conseguiu tomar medidas para aquecer a economia e o mercado de trabalho; dados do IBGE divulgados nesta tarde revelam corte de 39,2 mil postos de trabalho, resultado muito pior do que o estimado pelo mercado (16 mil demissões); cortes minam a confiança dos trabalhadores, reduzem o crédito e a perspectiva de crescimento futuro da economia brasileira
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247 - Há 166 dias no poder, o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ainda não conseguiram tomar medidas para aquecer a economia e o mercado de trabalho.
Dados do IBGE divulgados na tarde desta quarta-feira 26 revelam corte de 39,2 mil postos de trabalho, resultado muito pior do que o estimado pelo mercado.
Demissões minam a confiança dos trabalhadores, reduzem o crédito e a perspectiva de crescimento futuro da economia brasileira. Confira reportagem da Reuters sobre os dados do Caged:
SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil fechou 39.282 vagas formais de emprego em setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira, muito pior que o esperado por analistas, afetado pelo mau desempenho nos setores de construção civil e serviços.
Em pesquisa Reuters, a expectativa era de que 16 mil empregos seriam encerrados no último mês, conforme mediana das expectativas.
No acumulado do ano até setembro, a economia brasileira já perdeu 683.597 empregos formais, acumulando em 12 meses perdas líquidas de 1.599.733 vagas, em meio ao cenário de recessão econômica do país.
Por setores, o pior resultado do emprego em setembro foi observado na construção civil (fechamento líquido de 27.591 postos). Na sequência, vieram o setor de serviços (-15.141 postos) e agricultura (-8.198).
Na contramão, a indústria de transformação e o comércio apresentaram criação líquida de vagas formais, com a abertura de 9.363 e 3.940 postos, respectivamente.
REGIÃO
Os dados regionalizados do Caged mostraram que o pior resultado em setembro foi observado no Sudeste, com a destruição de 63.521 postos formais. O Centro-Oeste registrou a perda de 5.374 vagas e o Norte de 1.042 postos.
O Nordeste (29.520) e o Sul (1.135) tiveram abertura de vagas.
Segundo o dados mais recentes divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego subiu para 11,8 por cento no trimestre encerrado em agosto.
(Por Luiz Guilherme Gerbelli)
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