Recessão de Meirelles afunda ainda mais a indústria

A recessão econômica brasileira continuou prejudicando o fluxo de pedidos para a indústria em novembro e o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta (1º) mostrou que o setor permaneceu em forte contração; o PMI permaneceu quase inalterado em novembro, a 46,2 ante 46,3 em outubro, mas com leituras abaixo da marca de 50,0 que separa crescimento de contração em quatro dos seus cinco subcomponentes: produção, novos pedidos, estoques de compras e empregos

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala sobre projeto do Orçamento Geral da União de 2017, enviado hoje (31) ao Congresso Nacional (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala sobre projeto do Orçamento Geral da União de 2017, enviado hoje (31) ao Congresso Nacional (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Valter Lima)


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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A recessão econômica brasileira continuou prejudicando o fluxo de pedidos para a indústria em novembro e o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira mostrou que o setor permaneceu em forte contração.

O PMI divulgado pelo IHS Markit permaneceu quase inalterado em novembro, a 46,2 ante 46,3 em outubro, mas com leituras abaixo da marca de 50,0 que separa crescimento de contração em quatro dos seus cinco subcomponentes: produção, novos pedidos, estoques de compras e empregos.

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O IHS Markit informou que as condições de negócios se deterioram em todas as três categorias monitoradas, sendo que a de bens de capital, uma medida de investimento, apresentou de longe o pior desempenho.

A demanda fraca tanto interna quanto externa provocou nova queda dos pedidos em novembro. As encomendas para exportação, entretanto, embora tenham caído com força, tiveram o ritmo mais lento de recuo desde agosto.

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Mais uma vez esse cenário provocou a queda dos níveis de produção e de compras, sendo que as reduções registradas nesta última apresentaram o ritmo mais forte desde maio. Os entrevistados citaram dificuldades de fluxo de caixa, necessidades mais baixas de produção e a situação econômica frágil.

O mercado de trabalho na indústria sofreu assim com cortes de funcionários pelo 21º mês seguido, apontou o IHS Markit, com as tentativas de corte de custos afetando principalmente as indústrias de bens de capital.

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"As dificuldades financeiras das indústrias foram destacadas pelos cortes nos níveis de compras, estoques e emprego. Para que uma recuperação econômica aconteça, as condições do mercado de trabalho também precisarão melhorar", destacou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

Em relação aos custos, novembro apresentou nova alta dos insumos, com destaque para metais, produtos químicos, plásticos, papel e produtos têxteis.

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Algumas empresas até chegaram a aumentar os preços de venda buscando proteger suas margens de lucro, mas a pesquisa apontou que 81 por cento delas mantiveram seus preços diante da forte competitividade.

Por isso, a inflação dos preços cobrados mostrou descompressão em novembro, chegando ao segundo nível mais lento em 26 meses de altas.

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O IBGE divulga na sexta-feira os dados de outubro da produção industrial. O setor encerrou o terceiro trimestre com alta de 0,5 por cento em setembro após duas quedas seguidas, mas num resultado ainda insuficiente para abrir caminho para uma recuperação sustentada.

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