Receita prepara operação para tributar benefícios de juízes
Uma operação gestada pela Receita Federal mira o Poder Judiciário; objetivo é cobrar Imposto de Renda de magistrados que receberam indevidamente benefícios como o auxílio-moradia; popularmente chamados de "penduricalhos", esses benefícios são isentos de imposto; os magistrados que estiverem recebendo a ajuda sem a devida justificativa, no entanto, serão autuados; auxílios permitem brechas para que juízes recebam vencimentos que ultrapassam o teto constitucional vigente, que equivale ao salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje fixado em R$ 33,7 mi
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247 - A Receita Federal mira o Poder Judiciário e prepara uma operação para cobrar Imposto de Renda de magistrados que receberam indevidamente benefícios como o auxílio-moradia.
Popularmente chamados de "penduricalhos", esses benefícios são isentos de imposto. Os magistrados que estiverem recebendo a ajuda sem a devida justificativa, no entanto, serão autuados.
A Receita vai avaliar particularmente o uso do auxílio-moradia.
Para os auditores, o que está em jogo é a sua finalidade. Pelas regras tributárias, se o contribuinte não gasta esse valor pagando aluguel, o benefício virou salário —e o fisco cobrará Imposto de Renda e multa sobre ele.
Atualmente, esse auxílio custa cerca de R$ 1 bilhão por ano para os cofres públicos em todo o país e é um dos motivos que fazem os rendimentos no Judiciário ultrapassarem o teto salarial do funcionalismo.
O limite, por lei, equivale ao salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje fixado em R$ 33,7 mil.
No alvo dos fiscais também estão procuradores da República, promotores de Justiça e integrantes dos Tribunais de Contas estaduais.
As informações são de reportagem de Julio Wiziack e na Folha de S.Paulo.
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