Receita de serviços tem resultado mais baixo da série

Setor caiu pelo nono mês seguido, ao fechar novembro em -4,6%, segundo análise feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); em 2014, o setor deverá registrar queda superior a 2,5% no resultado acumulado

Setor caiu pelo nono mês seguido, ao fechar novembro em -4,6%, segundo análise feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); em 2014, o setor deverá registrar queda superior a 2,5% no resultado acumulado
Setor caiu pelo nono mês seguido, ao fechar novembro em -4,6%, segundo análise feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); em 2014, o setor deverá registrar queda superior a 2,5% no resultado acumulado (Foto: Gisele Federicce)


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Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil 

A receita real do setor de serviços caiu pelo nono mês seguido, ao fechar novembro em -4,6%. Em 2014, o setor deverá registrar queda superior a 2,5% no resultado acumulado. A análise é feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a PMS, a receita nominal do setor de serviços registrou, em novembro de 2014, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2013, o que representou uma desaceleração em relação à variação anual verificada em outubro, que chegou a 5,2%. O crescimento da receita, em novembro do ano passado, foi o menor da série histórica iniciada pelo instituto em 2012.

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Na avaliação da CNC, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de serviços dos últimos 12 meses encerrados em novembro (8,3%), foi registrada a nona retração consecutiva no faturamento real (4,6%) e o resultado mais baixo na série histórica da PMS deflacionada.

Em 2012, as receitas nominal e real registraram avanços de 10% e 1,5%, respectivamente. No ano seguinte, não houve crescimento real diante de uma expansão de 8,5% na receita nominal. Em virtude da desaceleração das atividades pesquisadas, 2014 deverá apurar queda superior a 2,5% em relação a 2013, informa a CNC.

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A confederação alerta que a perda de fôlego no setor de serviços já começa a provocar reflexos no mercado de trabalho. "Atualmente responsável por 42% da força de trabalho formal do país, o ritmo de criação de vagas ao longo de 2014 [488 mil nos 12 meses encerrados em novembro] se mostrou significativamente menor que no ano anterior [562 mil]".

A entidade lembra que o setor de serviços respondeu por 46% dos postos de trabalho criados desde 2008. "Considerando-se a evolução do emprego apenas nos serviços cobertos pela PMS, a população ocupada avançou 1% nos 12 meses encerrados em novembro de 2014. Em todo o ano de 2013, houve avanço de 3,4%."

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