Rabello de Castro aponta erro grosseiro de Guedes e defende mais estado na economia

"O que o Paulo Guedes está errando em matéria da aplicação da boa teoria econômica é alarmante. Numa situação de extrema aversão a risco, há uma constrição parecida com a fibrilação do coração. E, ele não é o médico adequado para essa situação. Quem é o desfibrilador? Normalmente o governo", afirma o economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES

Paulo Rabello
Paulo Rabello (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)


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247 - O economista Paulo Rabello de Castro, que foi presidente do BNDES no governo de Michel Temer, concedeu uma entrevista ao jornalista Ralphe Manzoni, editor do site Neofeed, e defende mudanças no comando da economia. "O que o Paulo Guedes está errando em matéria da aplicação da boa teoria econômica é alarmante. Porque a teoria do bom funcionamento dos mercados tem certas premissas. E a principal delas é que não se esteja numa situação de extrema aversão a risco, onde é natural uma espécie de encolhimento geral, uma constrição parecida com a fibrilação do coração. Não é uma situação de funcionamento normal. E, portanto, se ele não identifica a anormalidade, ele não é o médico adequado para essa situação. Não preciso dizer mais nada. Nós estamos precisando de um desfibrilador. A situação é totalmente extrema. E quem é o desfibrilador? Normalmente o governo, que por definição institucional não tem aversão a risco", disse ele.

"Neste momento, a reignição da economia tem de ser capitaneada pela decisão de governo, envolvendo o setor privado. Será que dá para entender isso? Desculpa a minha falta de paciência, mas é que esse assunto tem de ser colocado muito certo. É uma questão de indução. O governo induz. Ele usa uma certa quantidade de recursos e o setor privado, animado, passa então a ser o mobilizador principal dos recursos, fazendo a alocação. Não há portanto oposição entre uma coisa e outra, como o ministro (Paulo Guedes) vive querendo fazer crer. O ministro leu três páginas só sobre pensamento liberal e ele traz uma deseducação que é opor as ações de Estado contra as ações de mercado, quando elas são absolutamente complementares nas doses certas. Onde prevalece, nas situações normais, as iniciativas de mercado. Nas situações excepcionais prevalece a indução pública. É o que está faltando e eu estou cobrando", afirmou o economista.

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