Quanto mais a mulher estuda, mais sofre diferença salarial
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que mulheres com ensino superior chegam a ganhar 47% a menos que um homem na mesma função e com a mesma qualificação profissional; segundo a FGV, essa diferença salarial tende a subir com a idade - a idade fértil da mulher gera efeito sobre o salário e a empregabilidade delas
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247 - Quanto mais tempo uma mulher brasileira investe em estudos e formação, maior a desvantagem salarial dela em relação a um homem com a mesma qualificação profissional. Essa é a conclusão é de um estudo da Fundação Getúlio Vargas. Na pesquisa, mulheres na faixa dos 40 anos sem diploma de ensino médio ganham 28% menos que os homens que também não se formaram.
Quando homens e mulheres tem nível universitário, a diferença aumenta para 47,4%. “Uma grande explicação para a diferença salarial entre os gêneros está na escolha da ocupação, setor e, principalmente, na escolha de empresa. Existem empresas mais favoráveis a reconhecer a produtividade feminina do que outras”, explica Marcelo Neri, economista da FGV e autor do estudo.
A desigualdade salarial entre homens e mulheres também varia com a idade. Aos 25 anos, as mulheres ganham 10% menos que os homens. A diferença sobe para 20% aos 35 e atinge o ápice aos 40: 22%. No fim da carreira, a diferença baixa novamente: aos 50 anos, é de 18%. “Talvez isso possa ter alguma relação com a idade fértil da mulher, que isso gera um efeito adverso sobre a empregabilidade dela e o salário que ela consegue”, diz Neri.
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