PT: Guedes quer inviabilizar qualquer projeto nacional de desenvolvimento
O PT no Senado, que tem Humberto Costa (PE) como líder da sigla na Casa, repudiou a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pretende aumentar a abertura do País para empresas estrangeiras. De acordo com a legenda, "a medida também contraria apostas históricas de promoção de conteúdo local para promover a indústria nacional"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O PT no Senado repudiou a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pretende aumentar a abertura do País para empresas estrangeiras. "O Brasil passa a dar o mesmo tratamento às empresas nacionais e estrangeiras. Se adotada, a política do ministro Paulo Guedes inviabilizará qualquer projeto nacional de desenvolvimento industrial", diz o legenda, em nota.
De acordo com o partido, "ao implodir a indústria de infraestrutura nacional, a operação comandada por Sérgio Moro 'limpou a área' do mercado nacional para a atuação das empreiteiras estrangeiras".
"Em agosto de 2019, o governo Jair Bolsonaro assinou um protocolo com os Estados Unidos para abrir o segmento de infraestrutura às empresas norte-americanas. Semelhante à lógica adotada no Iraque pós-guerra, o memorando foi assinado com secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross", continua.
"Antes da Lava Jato, as empreiteiras nacionais ocupavam 2,5% do mercado mundial do setor, com a Odebrecht vencendo concorrências internacionais, inclusive nos EUA. As empreiteiras nacionais responderam, historicamente, por metade da formação bruta de capital fixo do país – indicador que mede a capacidade produtiva nacional. A posição adotada pelo governo Bolsonaro aprofunda a política de desnacionalização que orientou o golpe de Estado, em 2016".
Segundo o PT, "a medida também contraria apostas históricas de promoção de conteúdo local para promover a indústria nacional. Nos anos setenta, legislação adotada pelo presidente Ernesto Geisel permitia que a Petrobras comprasse produtos de empresas nacionais até pelo dobro do preço externo".
"Nos governos Lula e Dilma, a política de 'conteúdo local' estimulou as cadeias de petróleo e gás e a indústria da construção civil. O Plano Brasil Maior, por exemplo, concedia preferência de até 25% a produtos nacionais em licitações nas áreas de defesa, medicamentos, maquinário e têxteis, como uniformes fornecidos às Forças Armadas".
Experiência do Iraque
O partido afirma, ainda, que, "no caso do Iraque, após a destruição da infraestrutura do país, as empreiteiras norte-americanas ocuparam o mercado local".
"Em abril de 2003, a BBC noticiava que 'empresa dos EUA fatura contrato para reconstruir Iraque'. A premiada era a empreiteira Bechtel, o quinto contrato fechado pela Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAIDS). Por um valor de até US$ 680 milhões, a empresa se encarregava de reconstruir usinas, redes de água e esgoto, escolas, hospitais e prédios do governo".
iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popularAssine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247