PSDB quer explicações de R$ 6 bi do BNDES a Eike

"O presidente do BNDES tem que dizer qual é o grau de exposição, em que condições, quando esses recursos foram emprestados e para quais empresas do grupo", cobra o senador tucano, que defende a ida de Luciano Coutinho ao Senado; ao comentar que Eike Batista chegou a ser apontado pela presidente Dilma Rousseff como um exemplo a ser seguido, declarou que "uma coisa dessas contribui para abalar" o país; senador do PTB Osvaldo Sobrinho acredita que o BC e a Bovespa deveriam ter previsto a queda do empresário; Coutinho garante que risco de o banco ser afetado pela crise do grupo EBX é zero

"O presidente do BNDES tem que dizer qual é o grau de exposição, em que condições, quando esses recursos foram emprestados e para quais empresas do grupo", cobra o senador tucano, que defende a ida de Luciano Coutinho ao Senado; ao comentar que Eike Batista chegou a ser apontado pela presidente Dilma Rousseff como um exemplo a ser seguido, declarou que "uma coisa dessas contribui para abalar" o país; senador do PTB Osvaldo Sobrinho acredita que o BC e a Bovespa deveriam ter previsto a queda do empresário; Coutinho garante que risco de o banco ser afetado pela crise do grupo EBX é zero
"O presidente do BNDES tem que dizer qual é o grau de exposição, em que condições, quando esses recursos foram emprestados e para quais empresas do grupo", cobra o senador tucano, que defende a ida de Luciano Coutinho ao Senado; ao comentar que Eike Batista chegou a ser apontado pela presidente Dilma Rousseff como um exemplo a ser seguido, declarou que "uma coisa dessas contribui para abalar" o país; senador do PTB Osvaldo Sobrinho acredita que o BC e a Bovespa deveriam ter previsto a queda do empresário; Coutinho garante que risco de o banco ser afetado pela crise do grupo EBX é zero (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), defende a ida do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para explicar as condições e as garantias dadas pelo empresário Eike Batista quando pegou dinheiro emprestado na instituição.

"O presidente do BNDES tem que dizer qual é o grau de exposição, em que condições, quando esses recursos foram emprestados e para quais empresas do grupo", cobra Aloysio Nunes. A petroleira OGX, que faz parte do Grupo EBX, de Eike Batista, entrou nesta quarta-feira (30) com um pedido de recuperação judicial. De acordo com a agência Reuters, dívida da empresa é de R$ 11,2 bilhões.

O pedido de recuperação, recurso que até 2005 tinha o nome de concordata, está sendo considerado o maior da história do Brasil. Alguns jornais chegam a afirmar que é o maior já registrado na América Latina. Coutinho informou em agosto que os empréstimos ao grupo EBX, de Eike, somavam em torno de R$ 6 bilhões. O banco aprovou R$ 10,4 bilhões, mas o valor não chegou a ser totalmente contratado.

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O senador do PSDB paulista também está preocupado com as consequências do pedido de recuperação judicial da OGX para a imagem do Brasil no exterior. Salientou que o empresário Eike Batista chegou a ser apontado pela presidente Dilma Rousseff como um exemplo a ser seguido pelo empresariado brasileiro. "Uma coisa dessas contribui para abalar ainda mais um país que não está bem organizado do ponto de vista da economia".

A mesma impressão tem o senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT). Na opinião dele, o que aconteceu com a OGX foi "uma morte anunciada". A crise do grupo começou em junho do ano passado quando a petroleira reduziu de 20 mil para 5 mil barris diários a expectativa de produção.

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Sobrinho disse acreditar que as autoridades brasileiras não tomaram os cuidados necessários para prevenir a economia dos eventuais prejuízos causados com a falência de empresas das empresas de Eike. "O Banco Central devia saber o que estava acontecendo. A Bovespa devia saber o que ia acontecer. Eles têm números", argumenta o senador de Mato Grosso.

O líder do PT, Wellington Dias (PI), avalia que o pedido de recuperação judicial da OGX não vai prejudicar os investimentos estrangeiros no Brasil. "Eu acredito que se a gente for classificar a imagem de um país pela imagem de uma empresa, certamente nós vamos ter sempre um perigo, ou pelo menos, um conceito equivocado", disse.

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A mesma análise faz o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele disse que a falência de empresas financeiras norte-americanas, como a Lehman Brothers, em 2008, não gerou uma desconfiança generalizada em relação à economia dos Estados Unidos.

"Isso não significou que os empresários norte-americanos iriam deixar de fazer investimentos na economia americana, porque uma instituição financeira sofreu uma derrocada tão grande", disse Suplicy. Ele acrescentou que a economia brasileira vive um bom momento e isso é o mais importante.

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Eduardo Suplicy acha que pode ser didático que Eike Batista esclareça na CAE o que deu errado e quais atos de alto risco não funcionaram. O líder do PT, porém, não acha necessário que isso aconteça. Wellington Dias também é contrário à vinda de Luciano Coutinho à comissão.

"Mas se alguém tiver interesse em algum esclarecimento, é claro que o poder público deve ser sempre transparente", ressalvou o parlamentar governista. Ele observou que o BNDES não deixará de receber o que emprestou para a petroleira, pois tem garantias reais. "Eu acredito que nesse contexto, a menor preocupação é com os bancos. Eu acho que correm mais riscos as seguradoras. Correm mais riscos outros setores da economia", afirmou.

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Risco de BNDES ser afetado por crise em grupo EBX é zero, diz Coutinho

O presidente do BNDES afirmou nesta sexta-feira que o risco de a instituição ser afetada pela crise que atinge as empresas de Eike é zero. Coutinho comentou que o banco não tem exposição de crédito sem garantia com fiança bancária e que as fianças estão com instituições bancárias "muito sólidas".

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Sobre a crise das empresas do grupo EBX, que incluem OGX, OSX e MMX, o presidente do BNDES afirmou que "acidentes ocorrem e não apenas no Brasil". Ele disse ainda que o desafio de recompor condições de superavit e equilíbrio fiscal do governo será superado. Nesta quinta-feira, Coutinho comentou também que o pedido de recuperação judicial da OGX não afetará investimentos em outras empresas brasileiras (leia mais aqui).

Agência Senado e Reuters

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