Projeção de R$ 170 bi é muito maior do que o real, diz ex-ministro

Ex-ministro de FHC, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros recomenda cautela ao governo em exercício de Michel Temer; ele diz que há um ambiente propício para a sociedade aceitar medidas duras, mas ressalta que o governo interino "não foi eleito", o que se traduz em fragilidade; "Ele está eleito em função de uma crise. Tem um mandato capenga do ponto de vista do eleitorado", afirma

Ex-ministro de FHC, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros recomenda cautela ao governo em exercício de Michel Temer; ele diz que há um ambiente propício para a sociedade aceitar medidas duras, mas ressalta que o governo interino "não foi eleito", o que se traduz em fragilidade; "Ele está eleito em função de uma crise. Tem um mandato capenga do ponto de vista do eleitorado", afirma
Ex-ministro de FHC, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros recomenda cautela ao governo em exercício de Michel Temer; ele diz que há um ambiente propício para a sociedade aceitar medidas duras, mas ressalta que o governo interino "não foi eleito", o que se traduz em fragilidade; "Ele está eleito em função de uma crise. Tem um mandato capenga do ponto de vista do eleitorado", afirma (Foto: Valter Lima)


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247 - Ex-ministro de FHC, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros recomenda cautela ao governo em exercício de Michel Temer. Ele diz que há um ambiente propício para a sociedade aceitar medidas duras, mas ressalta que o governo interino "não foi eleito", o que se traduz em fragilidade. "Ele está eleito em função de uma crise. Tem um mandato capenga do ponto de vista do eleitorado", afirma.

Sobre a mudança na meta fiscal, com a projeção de um rombo de R$ 170 bilhões, o economista diz que "certamente, é muito maior do que o real". "Não há dúvida de que a ideia é ter um número confortável, uma margem, para chegar ao final do ano", diz. Ele avalia que o projeto de Temer vai "na direção oposta à do governo de Dilma, do PT". "É um mandato para liberalizar a economia brasileira. Para reduzir a influência do governo. Para centrar a atividade econômica no setor privado, e não no setor público. Mas apenas dizer que o modelo econômico é oposto ou diferente ao de Dilma não resolve outra questão: definir qual vai ser a dimensão das mudanças. Certo? Isso ele só vai saber ao longo do tempo e há algo que precisa ser bem entendido: o governo precisa implementar as mudanças progressivamente", diz.

Ele afirma ainda que o ajuste econômico "não pode exagerar no custo que vai impor à sociedade". "É claro que haverá perdas. A conta é para todo mundo. Isso precisa ser dito. Mas no que eu estou insistindo? Não podem exagerar no custo que vão impor à sociedade. É uma questão de avaliação de risco. Para mim, o risco é perder essa oportunidade por exagerar na dureza das medidas, não conseguir convencer a sociedade e não aprovar no Congresso medidas importantes. Precisa deixar claro que as medidas podem ser finitas no tempo. Porque Temer não foi eleito. Ele está eleito em função de uma crise. Tem mandato para propor algumas mudanças importantes. Dar uma arrumada para quem for eleito lá na frente. Essa é a questão central", ressalta.

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Confira aqui a entrevista que o economista concedeu à jornalista Alexa Salomão. 

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