Produção industrial tem queda de 0,7% em novembro

Resultado inesperado é visto em comparação ao mês anterior, segundo dados do IBGE; na comparação com um ano antes, a produção despencou 5,8% em novembro, nono resultado negativo seguido e queda mais forte desde junho -- quando ela foi de 6,9%

Resultado inesperado é visto em comparação ao mês anterior, segundo dados do IBGE; na comparação com um ano antes, a produção despencou 5,8% em novembro, nono resultado negativo seguido e queda mais forte desde junho -- quando ela foi de 6,9%
Resultado inesperado é visto em comparação ao mês anterior, segundo dados do IBGE; na comparação com um ano antes, a produção despencou 5,8% em novembro, nono resultado negativo seguido e queda mais forte desde junho -- quando ela foi de 6,9% (Foto: Gisele Federicce)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção industrial brasileira recuou 0,7 por cento em novembro sobre o mês anterior, num resultado inesperado que mostrou desempenho pífio em todas as categorias e destaca a fraqueza da economia no último trimestre do ano.

Na comparação com um ano antes, a produção despencou 5,8 por cento em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, nono resultado negativo seguido e queda mais forte desde junho --quando ela foi de 6,9 por cento.

Com isso, o setor acumula em 12 meses recuo de 3,2 por cento, o mais acentuado desde janeiro de 2010 (-4,8 por cento).

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A expectativa de analistas em pesquisa da Reuters era de que a produção industrial crescesse 0,5 por cento em novembro sobre outubro, quando a atividade teve alta de 0,1 por cento em dado revisado pelo IBGE. Na comparação anual a expectativa era de queda de 4 por cento.

Segundo o IBGE, a produção de Bens de Consumo Duráveis recuou 2,1 por cento em novembro sobre o mês anterior, chegando a uma queda de 11 por cento na comparação com um ano antes.

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Já os Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis tiveram perda de 1,3 por cento sobre outubro, com queda de 3,1 por cento na base anual.

Somente a produção Bens Intermediários não teve queda no mês, mas ficou estagnada. Na comparação anual, porém, registrou queda de 5,8 por cento.

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Dos 24 ramos pesquisados, 11 mostraram queda em novembro sobre outubro, sendo o principal impacto negativo registrado por produtos alimentícios, com recuo de 3,4 por cento.

A indústria tem se mostrado um dos principais pontos de fraqueza da economia brasileira, que não vem conseguindo deslanchar em um ambiente de inflação e juros elevados, encarecendo o custo dos empréstimos.

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A projeção de economistas em pesquisa Focus do Banco Central é de que a produção da indústria encerrou 2014 com contração de 2,49 por cento e crescerá apenas 1,04 por cento em 2015. Para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), as perspectivas são de, respectivamente, de 0,15 e 0,50 por cento.

Buscando recuperar a confiança de agentes econômicos e empresários, a nova equipe econômica --encabeçada pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), além do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini-- vem sinalizando maior rigor fiscal.

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(Reportagem de Walter Brandimarte e Pedro Fonseca)

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