Produção industrial despenca em agosto para pior resultado desde 2012

A produção industrial do Brasil recuou 3,8% em agosto na comparação com o mês anterior, após cinco meses seguidos de ganhos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); é o pior resultado mensal em quatros anos e meio, desde a queda de 4,9% verificada em janeiro de 2011

Complexo Industrial da GM em São Caetano do Sul/SP
Complexo Industrial da GM em São Caetano do Sul/SP (Foto: Paulo Emílio)


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Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira, Reuters - A produção de alimentos e veículos pesou com força e a indústria apagou cinco meses de resultados positivos em agosto com o pior resultado em quatro anos e meio, destacando a fragilidade do setor em um ambiente ainda recessionário e acendendo a luz amarela sobre uma recuperação do setor.

A produção industrial recuou em agosto 3,8 por cento na comparação com o mês anterior, após cinco meses seguidos de ganhos, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o pior resultado mensal desde a queda de 4,9 por cento verificada em janeiro de 2012.

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"A queda de agosto anula os cinco meses de crescimento. As expectativas que se construíram (de recuperação) nitidamente não estão se concretizando", avaliou o economista do IBGE André Macedo.

A tendência negativa continuou pelo 30º mês seguido na comparação anual, com recuo de 5,2 por cento sobre agosto de 2015.

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As expectativas em pesquisa da Reuters eram de queda de 3,15 por cento na comparação mensal e de recuo de 5,10 por cento na base anual, na mediana das projeções.

"Existe um cenário de expansão da confiança que estava balizando uma retomada ainda que gradual da indústria. É preciso esperar para ver se essa queda será revertida em setembro, senão vai comprometer o resultado do terceiro trimestre (do Produto Interno Bruto"), destacou o economista da Tendências Consultoria Rafael Bacciotti.

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PESOS

Os maiores pesos em agosto foram a queda de 8,0 por cento na produção de produtos alimentícios e de 10,4 por cento de veículos automotores, reboques e carrocerias. As perdas, entretanto, foram generalizadas, atingindo 21 dos 24 ramos pesquisados.

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Entre as categorias económicas, a produção de Bens de Consumo Duráveis apresentou queda de 9,3 por cento sobre julho, recuo mais forte desde junho de 2015 (-13,5 por cento). Já os Bens Intermediários recuaram 4,3 por cento, maior queda desde dezembro de 2008 (-11,3 por cento).

Apenas Bens de Capital, uma medida de investimento, teve alta na base mensal, de 0,4 por cento.

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A indústria brasileira vem mostrando dificuldades de engatar uma recuperação mais sólida em meio à recessão da economia brasileira. A confiança da indústria brasileira, considerada essencial pelo governo, no entanto, voltou a subir em setembro após uma pausa no mês anterior, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entretanto, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) aponta que em setembro o setor reduziu a produção e o número de funcionários devido à fraqueza tanto do mercado externo quanto interno.

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