Procuradora-geral da Venezuela diz que Odebrecht levou US$ 30 bi por obras inacabadas

Procuradora-geral da Venezuela, a chavista-histórica Luisa Ortega Díaz, hoje rompida com Maduro, afirma que a Odebrecht recebeu US$ 30 bilhões por obras inacabadas em seu país; para a procuradora-geral, há fortes indícios de "superfaturamento e desvio de recursos". "Se todos os contratos foram pagos, por que as obras não foram concluídas? A maioria está totalmente parada"

Procuradora-geral da Venezuela, a chavista-histórica Luisa Ortega Díaz, hoje rompida com Maduro, afirma que a Odebrecht recebeu US$ 30 bilhões por obras inacabadas em seu país; para a procuradora-geral, há fortes indícios de "superfaturamento e desvio de recursos". "Se todos os contratos foram pagos, por que as obras não foram concluídas? A maioria está totalmente parada"
Procuradora-geral da Venezuela, a chavista-histórica Luisa Ortega Díaz, hoje rompida com Maduro, afirma que a Odebrecht recebeu US$ 30 bilhões por obras inacabadas em seu país; para a procuradora-geral, há fortes indícios de "superfaturamento e desvio de recursos". "Se todos os contratos foram pagos, por que as obras não foram concluídas? A maioria está totalmente parada" (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Luisa Ortega Díaz, procuradora-geral da Venezuela, afirma que a Odebrecht recebeu US$ 30 bilhões por obras inacabadas em seu país.

"Estão sendo investigadas 20 grandes obras de infraestrutura, das quais 9 foram executadas e 11 se encontram paralisadas. É o caso, por exemplo, da terceira ponte sobre o Rio Orinoco. Nas obras paralisadas, o governo desembolsou um montante aproximado de US$ 30 bilhões. E, apesar de ter pago esses US$ 30 bilhões, as obras não foram concluídas. É um volume de recursos importante, que certamente afetou o Tesouro nacional e prejudicou a prestação de serviços aos cidadãos venezuelanos."

Para a procuradora-geral, há fortes indícios de "superfaturamento e desvio de recursos". "Se todos os contratos foram pagos, por que as obras não foram concluídas? A maioria está totalmente parada"

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Ainda que um dos objetivos da Assembleia Constituinte eleita hoje seja tirá-la do cargo – além de anular a Assembleia Nacional, controlada pela oposição – Ortega Díaz, não se mostra preocupada com seu futuro pessoal.

Em sua opinião, a decisão do presidente Nicolás Maduro, de acionar a instância encarregada de redigir uma nova Constituição, não servirá para pôr fim à onda de manifestações que sacode a Venezuela há mais de três meses, prestando.

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As informações são de reportagem de Juan Francisco Alonso no Estado de S.Paulo.

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