Prévia do PIB fecha 1º trimestre com alta de 0,30%

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,11% em março ante fevereiro, mas fechou o primeiro trimestre com alta de 0,30% sobre o período anterior

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,11% em março ante fevereiro, mas fechou o primeiro trimestre com alta de 0,30% sobre o período anterior
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,11% em março ante fevereiro, mas fechou o primeiro trimestre com alta de 0,30% sobre o período anterior (Foto: Gisele Federicce)


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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira perdeu fôlego ao longo dos três primeiros meses deste ano, destacando a fragilidade da atividade em meio a um cenário de inflação ainda alta e confiança abalada.

O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) recuou 0,11 por cento em março sobre fevereiro, quando o indicador havia ficado praticamente estável, com leve expansão mensal de 0,02 por cento. Este dado foi revisado, de alta de 0,24 por cento, pelo BC.

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Em janeiro, também na comparação mensal, o IBC-Br --espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- havia crescido 1,47 por cento.

"A trajetória (do IBC-Br) é inequívoca ao mostrar estagnação da economia, os números não são convincentes. O crescimento do PIB no primeiro trimestre não deve ser mais do que 0,5 por cento", avaliou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves, que vê o PIB crescendo neste ano em torno de 1,6 por cento.

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Segundo o IBC-Br, o primeiro trimestre deste ano teve expansão de 0,30 por cento sobre os três últimos meses de 2013. No quarto trimestre passado, o PIB cresceu 0,7 por cento sobre o período anterior, fechando 2013 com crescimento de 2,3 por cento, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado mensal do IBC-BR de março ficou em linha com a expectativas em pesquisa da Reuters, de recuo de 0,10 por cento. Em 12 meses, o avanço foi de 2,11 por cento também em março. A economia brasileira não consegue mostrar recuperação neste ano, afetada pelo mau desempenho de importantes setores, como o industrial, e pela falta de confiança dos agentes econômicos. O cenário também inclui vendas no varejo sem força, em meio à inflação elevada e crédito mais caro, vindo da política de aperto monetário adotado pelo BC há um ano e que tirou a Selic da mínima histórica de 7,25 por cento para os atuais 11 por cento.

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"Considerando-se outros indicadores coincidentes, continuamos acreditando que o PIB do primeiro trimestre apresentará desaceleração ante o período anterior", afirmou em nota o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros. Em março, a produção industrial recuou 0,5 por cento em meio à perda de força dos investimentos, enquanto as vendas no varejo sofreram com os preços altos e caíram 0,5 por cento. A expectativa de economistas ouvidos pelo BC, via pesquisa Focus, é de que o PIB crescerá apenas 1,69 por cento neste ano, abaixo dos 2,3 por cento vistos em 2013.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga no dia 30 de maio os dados sobre o PIB do primeiro trimestre deste ano.

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(Edição de Patrícia Duarte)

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