Prévia do Banco Central para o PIB 2019: crescimento não chegou nem a 1%

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado como uma espécie de prévia do PIB, aponta que o Brasil registrou um crescimento pífio em 2019, de apenas 0,89%, contra 1,34% em 2018. Resultado contradiz o otimismo do governo e coloca dúvidas sobre os rumos da economia para este exercício

Jair Bolsonaro acompanhado do Ministro da Economia Paulo Guedes
Jair Bolsonaro acompanhado do Ministro da Economia Paulo Guedes (Foto: Marcos Corrêa/PR | Marcos Santos/USP Imagens)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Camila Moreira, Reuters - A atividade econômica do Brasil terminou 2019 com expansão abaixo do esperado, mostrando perda de fôlego no final do ano em um sinal da fragilidade da recuperação, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), aumentou 0,89% no ano passado, em números observados, após expansão de 1,34% em 2018.

continua após o anúncio

O resultado fica bem abaixo da expectativa de especialistas consultados na última pesquisa Focus do BC de uma expansão de 1,12% em 2019.

Em dezembro, o índice apresentou recuo de 0,27% em relação ao mês anterior, em dado dessasonalizado, no segundo mês seguido de perdas e um pouco pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de contração de 0,23%.

continua após o anúncio

Os dados do BC mostraram um cenário ainda mais sombrio para a economia no final do ano passado ao revisar a taxa de novembro para uma queda de 0,11% sobre o mês anterior, depois de ter divulgado anteriormente alta de 0,18% em novembro.

Com isso, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com crescimento de 0,46% sobre o terceiro, em número dessasonalizado. A leitura mostra que a atividade chegou a se recuperar das perdas de 0,43% nos três primeiros meses do ano, subindo 0,06% no segundo trimestre e 0,63% entre julho e setembro, mas voltou a perder força nos últimos três meses.

continua após o anúncio

O ano de 2019 começou com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), o que afetou com força o setor extrativo. Foi marcado ainda por inflação e juros baixos e liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas com recuperação ainda gradual do mercado de trabalho.

Entretanto, dados do final do ano levantaram questões sobre o ritmo gradual da recuperação econômica, mostrando que a atividade permanece hesitante.

continua após o anúncio

Os números oficiais do PIB em 2019 serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 4 de março.

No ano passado, a produção industrial fechou com redução de 1,1%, interrompendo dois anos seguidos de ganhos. As vendas no varejo tiveram crescimento pelo terceiro ano seguido, porém no ritmo mais fraco desse triênio.

continua após o anúncio

Já o volume do setor de serviços brasileiro recuou em dezembro pelo segundo mês seguido, mas ainda assim encerrou o ano passado com crescimento pela primeira vez em cinco anos.

No início deste mês, o BC reduziu a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual à nova mínima histórica de 4,25% ao ano, indicando o fim do atual ciclo de cortes, em meio à leitura de que os ajustes já feitos ainda vão surtir efeito na economia.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247