Prévia da inflação aponta alta de 0,43% em agosto

Prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em agosto, diante da queda dos preços nos Transportes, mas em 12 meses ampliou a força e foi acima de 9,5%, maior patamar em quase 12 anos, mesmo diante da economia em recessão e intenso aperto monetário feito pelo Banco Central; Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,43% em agosto, contra avanço de 0,59% em julho

Prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em agosto, diante da queda dos preços nos Transportes, mas em 12 meses ampliou a força e foi acima de 9,5%, maior patamar em quase 12 anos, mesmo diante da economia em recessão e intenso aperto monetário feito pelo Banco Central; Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,43% em agosto, contra avanço de 0,59% em julho
Prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em agosto, diante da queda dos preços nos Transportes, mas em 12 meses ampliou a força e foi acima de 9,5%, maior patamar em quase 12 anos, mesmo diante da economia em recessão e intenso aperto monetário feito pelo Banco Central; Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,43% em agosto, contra avanço de 0,59% em julho (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters- A prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em agosto, diante da queda dos preços nos Transportes, mas em 12 meses ampliou a força e foi acima de 9,5 por cento, maior patamar em quase 12 anos, mesmo diante da economia em recessão e intenso aperto monetário feito pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,43 por cento em agosto, contra avanço de 0,59 por cento em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 9,57 por cento, acelerando em relação aos 9,25 por cento acumulados em 12 meses até julho, e no maior patamar desde dezembro de 2003 (9,86 por cento). Os resultados vieram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters com analistas.

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Segundo o IBGE, o grupo Transportes foi o grande responsável pela desaceleração mensal, com queda nos preços de 0,46 por cento, com destaque para as passagens aéreas (-25,06 por cento).

O grupo Alimentação e bebidas também ajudou, com a alta dos preços desacelerando a 0,45 por cento neste mês, contra 0,64 por cento em julho. Mesmo assim, foi o segundo maior impacto do IPCA-15, de 0,11 ponto percentual.

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Os preços das tarifas de energia elétrica continuaram pesando no bolso, com alta de 2,60 por cento, levando o grupo Habitação a ter o maior impacto no índice, com 0,16 ponto percentual.

O BC vem sinalizando que não pretende voltar a aumentar a taxa básica de juros, atualmente em 14,25 por cento, porque considera que a convergência da inflação para o centro da meta em 2016 tem se fortalecido e os riscos desse cenário são "condizentes com efeitos acumulados e defasados da política monetária". A meta é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

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O atual ciclo de aperto monetário começou em outubro passado e elevou a Selic em 3,25 ponto percentual, levando-a ao maior patamar em nove anos.

O próprio presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que a inflação vai atingir o seu pico neste trimestre e permanecerá elevada até o fim do ano, "para depois iniciar trajetória de queda".

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A pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, aponta que o IPCA deve fechar 2015 a 9,32 por cento --estourando a meta de inflação deste ano-- e recuar a 5,44 por cento em 2016. O levantamento mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) deve encolher 2,01 por cento neste ano e 0,15 por cento no próximo.

 

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(Por Patrícia Duarte)

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