Presidente do Banco Central admite que crise será mais longa
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu que a crise econômica pode ser mais longa e o desvio fiscal pode ser maior
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247 - Durante evento virtual, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, admitiu que a crise vai durar mais do que o governo esperava. No início de maio, por conta dos gastos com a crise sanitária, o Ministério da Economia estimou um rombo de R$ 601,2 bilhões para o setor público em 2020, o que equivale a 8,27% do Produto Interno Bruto (PIB). Neste cenário, a dívida bruta do País pode terminar o ano em 90,8% do PIB.
Campos Neto diz que se trata de um “desvio fiscal", mas que o governo "voltará aos trilhos".
Questionado sobre qual seria o piso para a Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 3% ao ano, Campos Neto foi evasivo e afirmou que o tema do limite da política monetária (redução dos juros básicos) é dinâmico.
Ele admitiu que há divergências no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre o limite da política monetária.
Campos Neto participou do evento virtual “Infra para crescer – Caminhos para superar a crise”, organizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), informa O Estado de S.Paulo.
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