Presidente da Petrobrás diz considerar "improvável" uma guerra na Ucrânia, que elevaria o preço do petróleo e dos seus derivados

Joaquim Silva e Luna disse considerar improvável uma guerra e afirmou que uma estabilização das tensões tem potencial de esfriar o mercado

Presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna
Presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras monitora a tensão entre Rússia e Ucrânia, que ocorre em momento altista para o mercado de petróleo, impulsionado também pela forte demanda global e oferta insuficiente, disse à Reuters o presidente da estatal, o general da reserva Joaquim Silva e Luna.

O executivo disse ainda considerar improvável uma guerra, e que uma estabilização das tensões tem potencial de esfriar o mercado, algo que também é levado em conta pela companhia antes de qualquer movimento sobre preços de derivados.

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No ano, a alta do petróleo Brent de referência global supera 20%, e a commodity renovou uma máxima desde 2014 nesta segunda-feira, diante da ameaça de guerra entre Ucrânia e Rússia, um dos maiores produtores globais de petróleo e gás.

"Estamos vivendo um período de baixo estoque da Opep, excesso da demanda frente à oferta e retomada da economia muito superior ao que o mundo espera no pós-pandemia" avaliou Luna nesta segunda-feira.

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"Ainda teve uma friagem forte nos Estados Unidos que gerou um consumo grande, tudo isso baixa estoque, maior demanda e oferta insuficiente. Acho que não poderia (vir essa tensão em pior hora)", adicionou o executivo.

A Petrobras adota uma política de paridade de preços para os derivados do petróleo no mercado interno, em relação aos valores internacionais, que considera também fatores como o câmbio.

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A alta de petróleo sempre coloca pressão sobre a política de preços.

Nas últimas semanas, no entanto, o dólar perdeu força frente ao real, o que de certa forma "compensou" a pressão que vem do barril de petróleo.

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Se o Brent subiu mais de 20% no ano, o dólar caiu cerca de 6% frente ao real. Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana teve mínima de fechamento desde setembro de 2021, a 5,2195 reais.

Parte da alta da commodity já foi repassada em janeiro, quando a Petrobras fez um aumento de 8% nos preços do diesel nas refinarias, enquanto a gasolina vendida às distribuidoras teve alta média de 4,85%.

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