Preço da carne deve continuar alto até o final de 2020

Com o dólar valorizado em relação ao real, os produtores estão preferindo vender a carne para outros países, especialmente para a China. De acordo com o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, os preços da carne devem continuar altos até dezembro deste ano

Mulher compra carne em açougue em Santo André
Mulher compra carne em açougue em Santo André (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)


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247 - O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz afirmou que os preços da carne devem continuar altos até dezembro deste ano, pois o dólar ainda deve se manter em torno de R$ 5,60, o que desfavorece a queda dos preços dos alimentos.

Com o dólar valorizado em relação ao real, os produtores estão preferindo vender o produto para outros países, especialmente para a China, principal compradora do país. Com menos carne para o mercado interno brasileiro, os preços aumentam por causa da alta demanda. 

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"Então a inflação de alimentos vai continuar a pressionar o custo de vida, principalmente das famílias de baixa renda, até o final de 2020", disse Braz. O relato dele foi publicado em reportagem do portal G1.

"A carne que a gente pagava R$ 25, R$ 26 o quilo. Está agora R$ 32, R$ 33", diz o professor Gilmar Francisco de Lara. 

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Na prévia de outubro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - que mede a inflação oficial do país -, o preço da carne já subiu 4,83%. "A China vem comprando muita carne do Brasil desde o final do ano passado. Isso diminuiu a oferta de carne no mercado brasileiro", diz o economista da FGV, André Braz.

De janeiro a outubro, a inflação das famílias de renda muito baixa foi de 3,68%, enquanto a da alta renda ficou em apenas 1,07%. Preços dos alimentos nos supermercados disparou 12,69%.

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