Política econômica provoca celeuma no PMDB

Possibilidade de adotar medidas consideradas impopulares em um eventual governo do vice Michel Temer, como aumento de impostos, está acirrando os ânimos de peemedebistas preocupados com o impacto destas ações sobre os resultados das eleições municipais deste ano; para evitar o desgaste, aliados de Temer dizem que o documento Ponte para o Futuro não deve ser visto como um Plano Temer definitivo

Possibilidade de adotar medidas consideradas impopulares em um eventual governo do vice Michel Temer, como aumento de impostos, está acirrando os ânimos de peemedebistas preocupados com o impacto destas ações sobre os resultados das eleições municipais deste ano; para evitar o desgaste, aliados de Temer dizem que o documento Ponte para o Futuro não deve ser visto como um Plano Temer definitivo
Possibilidade de adotar medidas consideradas impopulares em um eventual governo do vice Michel Temer, como aumento de impostos, está acirrando os ânimos de peemedebistas preocupados com o impacto destas ações sobre os resultados das eleições municipais deste ano; para evitar o desgaste, aliados de Temer dizem que o documento Ponte para o Futuro não deve ser visto como um Plano Temer definitivo (Foto: Paulo Emílio)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - A condução da economia em um eventual governo do vice Michel Temer já está provocando uma celeuma no PMDB. A possibilidade da adoção de medidas consideradas impopulares, como aumento de impostos, está acirrando os ânimos de peemedebistas preocupados com o impacto destas ações sobre os resultados das eleições municipais de outubro. A legenda possui o maior número de prefeituras do país. A análise é feita em reportagem de Adriana Fernandes e Ricardo Brito nesta quinta-feira 31.

Neste sentido, os aliados de Temer têm tentado desqualificar qualquer especulação sobre a política econômica que poderá ser adotada, chegando a dizer que o documento elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, intitulado Ponte para o Futuro, e apresentado em outubro do ano passado, não é um Plano Temer definitivo. O documento prevê alterações como a desindexação do salário mínimo, mudanças na Previdência e preferência da negociação trabalhista em detrimento da legislação.

Petistas vêm atacando duramente o plano, afirmando que prejudicará os trabalhadores e será um retrocesso em benefícios sociais. O senador Roberto Requião, que é do PMDB, também já fez duras críticas ao documento, afirmando que ele prevê redução de gastos sociais. Ontem, a presidente Dilma Rousseff indicou que um eventual governo Temer retrocederia nesses pontos. "Se fazem isso contra mim, o que não farão contra o povo?", questionou, a respeito dos defensores do golpe.

continua após o anúncio

Para evitar um desgaste maior e que o discurso contra as mudanças ganhe força entre o PT e a população, o PMDB tem procurado economistas para elaborar um plano econômico mais detalhado e palatável. As novas bases, porém, só seriam apresentadas em maio, após o processo de impeachment ter sido apreciado pela Câmara e pelo Senado.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) já adiantou que um eventual governo Temer terá que optar por cortar na própria carne de maneira a evitar um desgaste popular imediato. Dentre as medidas listadas por ele estão a redução no número de ministérios, mudanças no orçamento e corte nas despesas de custeio. "Esse é um desejo da rua, que é protagonista desse processo de mudança", observou.

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247