Pochmann defende aumentar impostos para segmentos de maior renda
Para o economista, "torna-se por demais complexo combinar positivamente a recessão com o ajuste fiscal", pois "o corte do gasto público contrai o nível de atividade da economia, reduzindo a arrecadação de impostos, taxas e contribuições"; segundo ele, "a saída do círculo vicioso passa prioritariamente pela retomada do crescimento econômico" e, neste sentido, "a elevação da carga tributária para os segmentos de maior renda seria importante"
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247 – O economista e ex-presidente do Ipea Marcio Pochmann avalia como "importante" a elevação de impostos para a população a fim de retomar o crescimento econômico do País, mas ressalta que "o balanço dos impostos tem sido perverso para a população com menores rendimentos". Ele afirma, portanto, que "a elevação da carga tributária para os segmentos de maior renda seria importante, bem como a redução do fisco sobre os assalariados".
De acordo com Pochmann, "torna-se por demais complexo combinar positivamente a recessão com o ajuste fiscal. O corte do gasto público contrai o nível de atividade da economia, reduzindo a arrecadação de impostos, taxas e contribuições, o que exige nova rodada de contenção das despesas públicas e leva, na sequência, a mais retração simultânea no nível de produção e na arrecadação governamental. O resultado final deságua no desajuste fiscal".
"A saída desse círculo vicioso", prossegue o economista, "passa prioritariamente pela retomada do crescimento econômico, o único caminho possível para elevar a arrecadação tributária acima das despesas públicas e, dessa maneira, reduzir a relação entre dívida pública e PIB". E daí entraria a elevação dos tributos.
"Assim, caberia tanto o aumento de tributos sobre a repatriação da renda evadida do país, os lucros e dividendos, os fluxos financeiros, imposto sobre as grandes fortunas e heranças, como também a redução relativa dos impostos indiretos que atuam sobre o consumo, como o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços)", explica.
Leia aqui a íntegra de sua coluna na Folha deste sábado.
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