Pobres perdem cartões de crédito na recessão de Temer

Os bancos estão cortando cartões de crédito de clientes que avaliam ser de maior risco, como os das classes mais baixas; apenas os dois maiores bancos do País, Banco do Brasil e Itaú, retiraram de circulação 1,2 milhão de cartões nos primeiros quatro meses do ano

Cartões, dinheiro e cheques. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
cartao de credito
Cartões, dinheiro e cheques. Foto: Marcos Santos/USP Imagens cartao de credito (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Uma das várias consequências da recessão econômica imposta pelo golpe parlamentar e o governo Temer é o fato de os pobres estarem perdendo seus cartões de crédito e, com isso, poder de compra. O calote no crédito rotativo chegou aos 40%.

Os bancos estão cortando cartões de crédito de clientes que avaliam ser de maior risco, como os das classes mais baixas, mostra reportagem de Fernando Nakagawa, do Estado de S.Paulo. Apenas os dois maiores bancos do País, Banco do Brasil e Itaú, retiraram de circulação 1,2 milhão de cartões nos primeiros quatro meses do ano.

Bradesco e Santander não divulgaram seus números, mas segundo executivos, as instituições também têm excluído clientes mais arriscados a fim de diminuir os juros e as taxas de crédito parcelado, nova modalidade que o governo impôs no lugar do crédito rotativo.

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