Planalto já começa a fritar Meirelles por recuos na questão fiscal

"Assessores do presidente interino, Michel Temer, avaliam que a equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, errou na negociação do projeto que alonga as dívidas dos Estados ao insistir na inclusão do dispositivo que vetava reajustes salariais para servidores públicos nos próximos dois anos. Para auxiliares de Temer, não há clima político para cobrar de deputados, em ano de eleição municipal, a aprovação de um projeto que gera insatisfação no funcionalismo", diz reportagem da Folha, nesta quinta-feira

Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – De quem é a culpa pelo fiasco do governo federal em sua política fiscal, cujo rombo já atinge R$ 169 bilhões? (leia mais aqui)

Enquanto vários analistas do mercado financeiro já criticam a postura frouxa do interino Michel Temer, que concedeu reajustes a diversas categorias do funcionalismo, o Palácio do Planalto começa a fritar o ministro da Fazenda Henrique Meireles.

"Assessores do presidente interino, Michel Temer, avaliam que a equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, errou na negociação do projeto que alonga as dívidas dos Estados ao insistir na inclusão do dispositivo que vetava reajustes salariais para servidores públicos nos próximos dois anos. Para auxiliares de Temer, não há clima político para cobrar de deputados, em ano de eleição municipal, a aprovação de um projeto que gera insatisfação no funcionalismo", diz reportagem de Valdo Cruz, Gustavo Uribe e Laís Alegretti, publicada nesta quinta-feira.

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"Na avaliação de assessores do Planalto, a insistência de Meirelles no veto a reajustes salariais e concursos públicos acabou passando a imagem de derrota do governo na reta final do processo de impeachment de Dilma Rousseff, numa negociação em que o essencial deve ser aprovado: o teto de gastos para os Estados", diz ainda o texto.

Na prática, diante de sua própria incapacidade de equilibrar as contas públicas, que se desorganizaram com a recessão provocada pelo golpe, o governo Temer já busca culpados.

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