Pimentel libera exportações brasileiras na Argentina
Ministro foi encarregado por Dilma de negociar liberação imediata para calçados e derrubada das barreiras aos demais produtos brasileiros; Argentina começa a liberar demais produtos na semana que vem; acordo entre Mercosul e União Europeia também avançou; Agentina, Brasil e demais mebros do bloco se reúnem na semana que vem no Rio de Janeiro para fechar lista de ofertas que será entregue aos europeus nos dias 18 e 19 de dezembro
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247 – Um dos mais hábeis negociadores do governo Dilma Rousseff, o mineiro Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, conseguiu destravar as exportações brasileiras para a Argentina após dois dias de negociações em Buenos Aires. Segundo o ministro disse a repórteres na capital portenha, todos os produtos brasileiros impedidos de entrar no país vizinho começam a ser liberados a partir da próxima semana.
Pimentel foi enviado por Dilma para a Argentina, ao lado do assessor Marco Aurélio Garcia, para liberar os 742 mil pares de calçados barrados há meses na fronteira. De acordo com informações do Estadão, o ministro disse que "os calçados, com certeza, vão ser liberados a partir de agora” e que “todas as mercadorias que estão com problemas começam a ser liberadas a partir da semana que vem".
Pimentel e Marco Aurélio se reuniram hoje na Casa Rosada, com o novo chefe de Gabinete da Presidência da República Argentina, Jorge Capitanich, após uma rodada de conversas ocorrida ontem, da qual participaram também os ministros argentinos de Economia, Axel Kicillof, e de Indústria, Débora Giorgi.
As negociações também avançaram sobre a liberação das mercadorias brasileiras das Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI) e sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Européia. Sobre as DIJAI, usadas pelo governo argentino para monitorar o fluxo de comércio com todos os países, o ministro disse que há boa vontade do país vizinho em liberar o Brasil da exigência dos documentos. “As perspectivas são boas. A mudança (de equipe econômica) foi positiva. Nunca houve ruptura do diálogo, mas agora o diálogo vai prosseguir revigorado”, observou.
Recentemente, a presidenta Crisitna Kirchner deu uma guinada em seu governo e alterou nomes fortes como o de Guillermo Moreno, ex-secretário de Comércio Interior, tido como um dos “linha-dura” na liberação de mercadorias. “Temos que dar um tempo ao novo secretário para que ele possa examinar o assunto”, disse, referindo-se a Augusto Costa, que assumiu o posto de Moreno.
Segundo o ministro, as tratativas para a oferta que o Mercosul fará para a União Europeia até o fim do mês para liberalizar o comércio entre os dois blocos também avançaram. “A Argentina não demorou. Há um momento certo para isso e é agora. Eles vão apresentar a proposta. Estamos discutindo tudo. Vamos concluir a oferta na semana que vem”, sustentou.
Hoje, técnicos dos dois governos realizaram uma videoconferência para tratar do assunto, segundo Pimentel. Na semana que vem, no Rio de Janeiro, as equipes de negociadores de todos os países do Mercosul terão uma reunião decisiva para fechar a proposta conjunta. "E entre os dias 18 e 19 de dezembro vamos levar a proposta do Mercosul a Bruxelas", disse o ministro.
A troca de ofertar é passo fundamental para fechar o acordo de livre comércio. Na lista, os dois blocos informam para quais bens e mercadorias estão dispostos a abrir o seu mercado e em que condições, isto é, em quais setores as tarifas serão baixadas até chegar a zero num determinado prazo. Nos bastidores, a informação é de que o prazo final para o livre fluxo de mercadorias entre os países seria de dez a 12 anos.
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