PIB fica em 2,5%, mas inflação será menor, diz BC

Instituição comandada por Alexandre Tombini reduziu a projeção de crescimento da economia em 2013 de 2,7% para 2,5%; em contrapartida, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,8%, este ano, 0,2 ponto percentual abaixo da previsão divulgada em junho; projeções são do cenário de referência, com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar, de 9% ao ano, e o dólar a R$ 2,35

Instituição comandada por Alexandre Tombini reduziu a projeção de crescimento da economia em 2013 de 2,7% para 2,5%; em contrapartida, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,8%, este ano, 0,2 ponto percentual abaixo da previsão divulgada em junho; projeções são do cenário de referência, com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar, de 9% ao ano, e o dólar a R$ 2,35
Instituição comandada por Alexandre Tombini reduziu a projeção de crescimento da economia em 2013 de 2,7% para 2,5%; em contrapartida, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,8%, este ano, 0,2 ponto percentual abaixo da previsão divulgada em junho; projeções são do cenário de referência, com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar, de 9% ao ano, e o dólar a R$ 2,35 (Foto: Roberta Namour)


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Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia, este ano, de 2,7% para 2,5%. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi divulgada hoje (30) pelo Banco Central, no Relatório Trimestral de Inflação.

O BC também divulgou a projeção para o crescimento do PIB em quatro trimestres encerrados em junho de 2014 (2,5%).

De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o PIB, a economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior.

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O PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – totalizou R$ 1,2 trilhão no período de abril a junho. No acumulado do ano, a expansão foi 2,6% e, em 12 meses encerrados em junho, 1,9%.

Inflação

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Brasília - A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,8%, este ano. A estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (30) pelo Banco Central (BC). A projeção ficou 0,2 ponto percentual abaixo da previsão divulgada em junho (6%).

Para 2014, a probabilidade é que a inflação fique em 5,7%, ante 5,4% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015, a estimativa é que caia para 5,5%.

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Essas projeções são do cenário de referência, com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (9% ao ano) e o dólar a R$ 2,35.

O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são usadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Nesse caso, a inflação, este ano, deve alcançar 5,8%, a mesma do relatório de junho.

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Para o próximo ano, a inflação deve ficar em 5,7%, ante 5,2% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015 é 5,4%.

Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta que é 4,5% e têm margem de dois pontos percentuais. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação. O principal instrumento que influencia a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa Selic. Com a alta da inflação no país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em abril, e em 0,5 ponto percentual, em maio, julho e agosto. A próxima reunião do Copom este ano será nos dias 8 e 9 de outubro.

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No cenário de referência, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta (6,5%) ficou em aproximadamente 17%, este ano, e em 29% para 2014. No cenário de mercado, essas projeções são, respectivamente, 14% e 31%.

As previsões do relatório usam informações disponíveis até a data de corte – 6 de setembro de 2013.

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Edição: Talita Cavalcante

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