PIB dos EUA cai 2.9% no primeiro trimestre
Surpresa com queda do PIB, bem abaixo das projeções do mercado, que esperava um recuo de 2%, ajudou dólar despencar ao menor nível em 2 meses; BC norte-americano também anunciou extensão do programa de intervenções no câmbio
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SÃO PAULO - Assim como nos principais mercados do mundo, o dólar fechou esta quarta-feira (25) com em queda após a divulgação de um PIB (Produto Interno Bruto) nos EUA bem pior que o esperado. Porém, no Brasil, o real registrou uma valorização bem mais forte que outras moedas diante do anúncio feito ontem pelo Banco Central sobre a extensão do programa de intervenção no câmbio.
O dólar comercial fechou com queda de 0,93%, cotado a R$ 2,2045 na compra e R$ 2,2060 na venda - menor cotação desde 10 de abril, quando fechou a R$ 2,2040 na venda. Com a queda da Bolsa nesta sessão, a tendência seria que o câmbio registrasse alta do dólar, já que com uma maior aversão ao risco, os investidores preferem alocar seu capital em ativos de menor risco, como câmbio. Porém, o fluxo de notícias levou a moeda a recuar junto com a Bolsa.
Ontem, o BC informou que deve manter seu programa de intervenção no mercado de câmbio pelo menos até 31 de dezembro de 2014, evitando assim que a divisa norte-americana suba de maneira descontrolada. Segundo a autoridade monetária, serão mantidos os leilões de swap cambial, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, diariamente, com ofertas de US$ 200 milhões, ou 4.000 contratos. Já os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra serão feitos de acordo com as condições do mercado.
O BC afirmou, ainda, que "poderá realizar operações adicionais de venda de dólares" sempre que julgar necessário. O programa começou em agosto do ano passado e já tinha sido estendido uma vez, até 30 de junho deste ano.
Ajudando ainda para o cenário de queda do dólar, hoje pela manhã foi divulgado o resultado final do PIB dos EUA no primeiro trimestre, registrando queda de 2,9% no período, bem abaixo das projeções do mercado, que esperava um recuo de 2%. Com esse cenário, que pode levar a revisão de projeções por parte do Federal Reserve - impactando uma possível alta de juros e retirada de estímulos -, a moeda norte-americana registrou queda praticamente em todo o mundo, assim como os título do Tesouro nos EUA com vencimento de 10 anos - considerado o ativo mais seguro do mundo.
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