PF faz busca e apreensão contra donos do Cruzeiro do Sul

Banco comandado por Luís Octavio Índio da Costa quebrou, deixando rombo bilionário na praça; Justiça já determinou indisponibilidade dos bens dos investigados

PF faz busca e apreensão contra donos do Cruzeiro do Sul
PF faz busca e apreensão contra donos do Cruzeiro do Sul (Foto: Edição/247)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo contra ex-controladores do Banco Cruzeiro do Sul. A ação ocorreu ontem (17) em uma residência na capital paulista e uma empresa no Rio de Janeiro que poderia estar servindo, segundo a PF, para a ocultação de bens adquiridos ilicitamente.

A pedido da Polícia Federal, a Justiça determinou, além disso, a indisponibilidade de bens dos investigados, como imóveis, veículos e recursos em investimentos bancários e no mercado financeiro. As identidades desses ex-controladores não foram informadas sob alegação de que o inquérito tramita em segredo de Justiça.

continua após o anúncio

Na sexta-feira (14), por motivos diversos, segundo informação da PF, o Banco Central (BC) já havia decretado a liquidação extrajudicial do banco após ter adotado a intervenção na instituição, com o afastamento da família Índio da Costa do controle do  Cruzeiro do Sul. A gestão havia passado a ser feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como forma de proteger os depósitos dos clientes até a liquidação extrajudicial.

Segundo a polícia, o inquérito que resultou nos mandados de busca e apreensão havia sido iniciado em 2010 para apurar a ocultação de prejuízo e a criação de resultados positivos artificiais nas demonstrações financeiras do banco durante o ano de 2008 e o primeiro quadrimestre de 2009. Essas operações teriam levado ao pagamento indevido de dividendos a acionistas e outros valores aos controladores.

continua após o anúncio

Os envolvidos nesse inquérito foram indiciados pela Polícia Federal por crimes contra o sistema financeiro. Entre os crimes, estão os de formação de quadrilha, gestão fraudulenta e indução de investidor a erro por meio de sonegação de informações ou divulgação de informações falsas. As penas podem variar de um a 12 anos de reclusão.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247