Petroleiros já temem a privatização da Petrobras e pedem reação
Em comunicado, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) destaca que, "também como já estão fazendo com a Petrobrás, o objetivo [no caso da Eletrobrás] é quebrar a integração do sistema e entregar às multinacionais o controle da logística do setor elétrico. Essas empresas receberão pronto, sem custo algum, toda a estrutura construída ao longo de décadas de investimentos por parte do Estado"; para a FUP, "os setores que apoiaram o golpe comemoram [a privatização da Eletrobrás] e cobram a conta completa: querem a Petrobrás, os Correios, os bancos públicos nas mãos do mercado"; "Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo", defende a entidade
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247 - A Federação Única dos Petroleiros divulgou nesta quarta-feira 23 um comunicado em que afirma que, após o anúncio da privatização da Eletrobras pela equipe econômica do governo Temer, a "próxima privatização será da Petrobrás, se não reagirmos".
A FUP destaca que, "também como já estão fazendo com a Petrobrás, o objetivo [no caso da Eletrobrás] é quebrar a integração do sistema e entregar às multinacionais o controle da logística do setor elétrico. Essas empresas receberão pronto, sem custo algum, toda a estrutura construída ao longo de décadas de investimentos por parte do Estado".
"Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo", defende a entidade. "O que está em xeque é a soberania nacional, o futuro das próximas gerações de brasileiros. Temos o dever de impedir os crimes de lesa-pátria do desgoverno Temer", ressalta.
Leia a íntegra da nota:
No rastro da Eletrobras, próxima privatização será da Petrobrás, se não reagirmos

O anúncio da privatização da Eletrobras, além de crime de lesa-pátria, é um imoral arranjo do governo Temer para reduzir o rombo bilionário que impôs ao Estado brasileiro na tentativa de se sustentar ilegitimamente no poder. A mídia saudou a notícia com estardalhaço, fazendo coro à euforia do mercado financeiro. A Bolsa de Ações disparou e atingiu o maior índice dos últimos anos. Os setores que apoiaram o golpe comemoram e cobram a conta completa: querem a Petrobrás, os Correios, os bancos públicos nas mãos do mercado.
Privatizar a maior empresa de energia da América Latina é entregar ao mercado internacional a soberania energética do país, na contramão do que fazem as grandes nações. A receita é a mesma que vem sendo aplicada no Sistema Petrobrás. Assim como a estatal de petróleo brasileira, a Eletrobras já vem passando por um processo intenso de desmonte, com a venda em pedaços da companhia, concessão de usinas hidrelétricas, desinvestimentos e planos de incentivo à saída dos trabalhadores.
Também como já estão fazendo com a Petrobrás, o objetivo é quebrar a integração do sistema e entregar às multinacionais o controle da logística do setor elétrico. Essas empresas receberão pronto, sem custo algum, toda a estrutura construída ao longo de décadas de investimentos por parte do Estado.
Um patrimônio público, de um setor fundamentalmente estratégico, que será apropriado a preços vil pelos mesmos grupos econômicos que já conseguiram tirar da Petrobrás o protagonismo na exploração e operação do pré-sal e estão prestes a se apossarem de toda a infraestrutura da petrolífera brasileira, se não reagirmos enquanto ainda temos chances.
Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo. O que está em xeque é a soberania nacional, o futuro das próximas gerações de brasileiros. Temos o dever de impedir os crimes de lesa-pátria do desgoverno Temer.
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