Petroleiros estudam greve por tempo indeterminado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de funcionários da Petrobras, está estudando a realização de uma greve por tempo indeterminado em setembro, caso as demandas por trás da greve de 24 horas de sexta-feira não sejam atendidas; junto com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a entidade protesta contra os planos da estatal de vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o fim de 2016

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de funcionários da Petrobras, está estudando a realização de uma greve por tempo indeterminado em setembro, caso as demandas por trás da greve de 24 horas de sexta-feira não sejam atendidas; junto com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a entidade protesta contra os planos da estatal de vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o fim de 2016
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de funcionários da Petrobras, está estudando a realização de uma greve por tempo indeterminado em setembro, caso as demandas por trás da greve de 24 horas de sexta-feira não sejam atendidas; junto com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a entidade protesta contra os planos da estatal de vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o fim de 2016 (Foto: Gisele Federicce)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de funcionários da Petrobras, está estudando a realização de uma greve por tempo indeterminado em setembro, caso as demandas por trás da greve de 24 horas de sexta-feira não sejam atendidas, afirmou à Reuters um membro sênior da organização, nesta quinta-feira.

A FUP e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que representa outros cinco sindicatos, estão protestando contra os planos da Petrobras de vender 15,1 bilhões de dólares em ativos até o fim de 2016. A Petrobras quer reduzir sua dúvida, a maior detida por uma petroleira no mundo, de cerca de 120 bilhões de dólares.

Além de buscar maior liberdade para investimentos, a petroleira brasileira luta para reconquistar a confiança de investidores, depois de ser envolvida em escândalo de corrupção.

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A FUP também se coloca contra um projeto no Senado Federal que desobriga a Petrobras de ter que operar todos as áreas do pré-sal que forem leiloadas, que também acaba com a exigência de que a petroleira tenha participação mínima de 30 por cento em qualquer grupo que ganhe diretos de exploração e produção nas áreas.

"Se as nossas exigências não forem atendidas, nós estamos prontos para um ataque aberto em setembro", disse Simão Zanardi, integrante da diretoria nacional da FUP, a maior federação sindical do setor. "Nós não vamos deixá-los vender o que pertence a todos os brasileiros."

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A FUP, ligada ao PT, opõe-se a qualquer envolvimento não-governamental na Petrobras e quer que a empresa seja totalmente nacionalizada.

Enquanto a maioria das greves da Petrobras tiveram pouco ou nenhum impacto na produção, a FUP quer reviver o espírito de uma greve de 31 dias em 1995.

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O movimento terminou após ameaças de demissões em massa por parte do governo, mas Zanardi acredita que ajudou a evitar uma privatização da Petrobras, em 1997, quando foi derrubado o seu monopólio sobre a exploração, produção e refino no Brasil.

Segundo a legislação brasileira, os sindicatos devem cooperar na segurança de operações ou no encerramento de instalações de risco. A greve de 24 horas vai manter muitos membros dos sindicatos no trabalho.

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Funcionários da Petrobras disseram que seria necessária uma greve de cinco a dez dias para começar a ter algum impacto significativo sobre a produção de petróleo ou combustível.

Enquanto a Petrobras permanece controlada pelo Estado, muitas das suas ações são de propriedade de investidores não-governamentais. É uma das maiores empresas das que não são norte-americanas na bolsa de New York.

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"A empresa não deve ser usada para garantir os lucros dos investidores", disse a FUP em comunicado na quinta-feira. "Deve ser uma mola para impulsionar o desenvolvimento social e econômico do Brasil."

A Petrobras não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

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(Reportagem de Jeb Blount)

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