Petroleiros dizem que decisão do TST favorece plano para criar monopólios privados nas refinarias

O diretor da FUP Deyvid Bacelar denuncia que a decisão do TST em penalizar os petroleiros grevistas e tornar o movimento ilegal, é uma estratégia para manter a política de preços estabelecida pela Petrobras, que beneficia o mercado internacional. “É uma “excrescência’ e algo “inédito na história do País”, diz ele

(Foto: FUP | TST)


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247 - O diretor da FUP Deyvid Bacelar, membro da comissão nacional de greve dos petroleiros, categoria que encontra-se paralisada há 20 dias,  denuncia que a decisão do ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em determinar a greve inconstitucional, com multa diária de R$ 500 mil,  e indicar até mesmo a demissão dos trabalhadores que não forem trabalhar é uma “excrescência’ e algo “inédito na história do País”. 

O petroleiro também indica que a decisão da Corte em criminalizar o movimento de greve beneficia a política de preços dos combustíveis estabelecida pelo governo, que obriga que se alinhe seus preços com o mercado internacional, favorecendo a criação de monopólios privados nas categorias. 

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Mas, apesar de todas as ameaças,  Bacelar salienta “que a greve irá continuar”. 

Ele relata que a diretoria da Petrobras impede que trabalhadores entrem em áreas operacionais e que, com isso, poderá correr o desabastecimento de itens básicos como gás de cozinha, diesel e gasolina. “Nunca foi nosso interesse desabastecer a população brasileira e produtos essenciais, porém, há o risco de desabastecimento em algumas áreas, mas não por conta das decisões do sindicato”. 

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O petroleiro informa que outras categorias estão aderindo à greve. “Os caminhoneiros estão organizando diversas paralisações, contra a política de preços estabelecida pela Petrobras, além da Categoria dos Correios que irão entrar em greve a partir do dia 4 de março”, informa. 

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