Petrobras vira para queda e puxa Ibovespa

Ações da estatal chegaram a disparar 3% nesta terça-feira 10, na expectativa de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ajude a encontrar solução para o balanço do terceiro trimestre de 2014 quantificando os valores relacionados às fraudes; na parte da tarde, no entanto, ações viraram para queda e puxaram o índice da Bolsa para baixo; por volta de 14h10, papéis da estatal registravam perdas de quase 1%

Ações da estatal chegaram a disparar 3% nesta terça-feira 10, na expectativa de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ajude a encontrar solução para o balanço do terceiro trimestre de 2014 quantificando os valores relacionados às fraudes; na parte da tarde, no entanto, ações viraram para queda e puxaram o índice da Bolsa para baixo; por volta de 14h10, papéis da estatal registravam perdas de quase 1%
Ações da estatal chegaram a disparar 3% nesta terça-feira 10, na expectativa de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ajude a encontrar solução para o balanço do terceiro trimestre de 2014 quantificando os valores relacionados às fraudes; na parte da tarde, no entanto, ações viraram para queda e puxaram o índice da Bolsa para baixo; por volta de 14h10, papéis da estatal registravam perdas de quase 1% (Foto: Gisele Federicce)


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Por Paula Barra

SÃO PAULO - Depois de ganhos fortes no início da sessão desta terça-feira, as siderúrgicas perderam força, juntamente com as ações da Vale, que já operavam no negativo, mas intensificaram a queda a partir de 12h30 (horário de Brasília). O movimento ocorre após disparada na véspera, quando expectativas por estímulos na China fizeram esses papéis figurarem entre as maiores altas do Ibovespa. No mesmo sentido, as ações da Petrobras, que operaram durante toda a manhã no positivo, viraram para baixo. Mais cedo,  perspectivas mais favoráveis de que o balanço auditado da estatal sairá em breve fizeram as ações da estatal subirem. Confira abaixo o que é destaque na Bolsa hoje, segundo cotação das 13h28 (horário de Brasília):

Siderúrgicas e Vale As ações do setor de siderurgia perdem força juntamente com o mercado passado euforia com expectativas de estímulos na China. Hoje, saiu o Índice de Preços ao Consumidor chinês, que mostrou alta interanual de 0,8% em janeiro, bem abaixo dos últimos cinco anos. O CPI encerrou 2014 em alta de 1,5%, bem abaixo da meta de 3,5% estabelecida por Pequim.

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Na Bolsa, Usiminas (USIM5, R$ 3,96, +2,86%) ainda figurava entre as maiores altas do Ibovespa, mas os papéis da CSN (CSNA3, R$ 5,01, +0,30%) perdiam força, enquanto Gerdau (GGBR4, R$ 10,06, -1,66%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 10,63, -1,677%) operavam em queda. A Vale (VALE3, R$ 20,57, -4,72%; VALE5, R$ 17,88, -3,92%) também registrava baixa. O analista Flávio Conde falava mais cedo que a alta desses papéis não era sustentável e poderia ser a hora de embolsar os lucros. 

Petrobras (PETR3, R$ 9,05, -1,63%; PETR4, R$ 9,15, -1,40%) As ações da Petrobras viraram para queda depois de início positivo diante da possibilidade da divulgação do balanço auditado. Uma matéria da Bloomberg apontava que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, iria ajudar a encontrar uma solução para o balanço da estatal, identificando uma metodologia para a baixa contábil. Falou-se hoje em baixa de R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões. Ainda no radar, há notícia de que o Planalto quer Guido Mantega e Miriam Belchior fora do conselho de administração da empresa, segundo reportagem do jornal O Globo.

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BB Seguridade (BBSE3, R$ 29,85, -0,60%) A companhia controlada pelo Banco do Brasil registrou novamente números fortes no quarto trimestre, com lucro líquido de R$ 1,14 bilhão (+26% contra 4T13), frente a média dos analistas compilada pela Bloomberg de R$ 894,7 milhões. Além disso, o conselho de administração da companhia aprovou o pagamento de R$ 1,57 bilhão em dividendos. Para a XP Investimentos, o resultado operacional veio positivo, com crescimento em todas as linhas do negócio. O único indicador que veio abaixo do guidance foi o segmento Vida, Habitacional e Rural, porém todos os outros mais que compensaram.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,36, -0,45%) O Banco do Brasil perde força juntamente com o mercado um dia antes da divulgação do seu balanço do quarto trimestre. Ele é o último dos bancos grandes a reportar resultado. Os números serão divulgados antes da abertura do pregão de amanhã.

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Educacionais Os papéis do setor de educação voltam a cair forte na Bolsa. Esse pregão marca a terceira queda seguida dos papéis da Anima (ANIM3, R$ 16,55, -5,10%) e Estácio (ESTC3, R$ 15,78, -3,30%), quando acumulam perdas de 19,5% e 11,4%, respectivamente. Kroton (KROT3, R$ 10,54, -1,50%) e Ser Educação (SEER3, R$ 12,96, -7,50%) derão uma trégua ontem mas voltaram a recuar hoje.

No radar, o Ministério da Educação disse hoje que não vai abrir mão de exigir média de 450 pontos nas provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para acessar o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Segundo o secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, o Sistema Fies estará aberto para novos contratos "muito antes de abril, estamos trabalhando com questão de dias", disse sem informar a data precisa.

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Hypermarcas (HYPE3, R$ 17,61, +1,32%) A companhia disse ontem que vai repassar integralmente o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os preços a partir de maio. A empresa vai fazer também um reajuste em abril para repasse da inflação e cogita ainda um terceiro aumento dos preços na divisão de consumo na segunda metade do ano.

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 9,43, +0,21%) A Bolsa deve divulgar após o fechamento deste pregão seu resultado. A estimativa dos analistas compilada pela Bloomberg é de lucro líquido de R$ 391,2 milhões no quarto trimestre.

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Qualicorp (QUAL3, R$ 22,75, +2,25%) Depois de quatro dias seguidos de quedas, quando acumularam perdas de 17,5%, as ações da Qualicorp dão um respiro na Bolsa e operam em alta. Os papéis caíram com notícias de que haverá mudanças de regras nos planos de saúde individuais, para ampliar a concorrência. A companhia até tentou reverter o cenário pessimista na quinta-feira, afirmando que houve um equívoco na interpretação da matéria, dizendo que não haverá alterações na regra de reajuste dos planos individuais, mas o mercado seguiu vendendo os papéis. A trégua só veio hoje.

Abril Educação (ABRE3, R$ 11,88, -0,50%) Passado a disparada da véspera, que levou os papéis da Abril Educação mais próximo do patamar de R$ 12, as ações operam em leve baixa hoje. A expectativa é que os ativos operem próximos a esse patamar até a realização da OPA (Oferta Pública de Aquisição),  Thunnus Participações, sociedade detida por fundos de investimentos geridos pela Tarpon Investimentos. Ela informou ontem que tomará o controle da companhia pagando R$ 12,33 por ação ordinária. Vale mencionar que o valor se estenderá aos demais acionistas minoritários uma vez que a ação tem o famoso "tag along".

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São Martinho (SMTO3, R$ 34,35, +1,33%) A São Martinho registrou lucro líquido de R$ 53,5 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2015 e receita líquida de R$ 594,2 milhões.

Santos Brasil (STBP11, R$ 13,01, -2,91%) A Santos Brasil teve lucro líquido de R$ 18,1 milhões no quarto trimestre de 2014, abaixo da expectativa do mercado de R$ 56,1 milhões, segundo compilado da Bloomberg.

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Localiza (RENT3, R$ 35,20, +0,23%) A Localiza teve seu preço-alvo elevado de R$ 35 para R$ 37,50 pelo BB Investimentos. Ontem, a companhia divulgou seu resultado, com alta de 6,8% do seu lucro líquido em 2014, para R$ 410,6 milhões. 

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