Petrobras vai cortar 30% das gerências

Presidente da estatal, Aldemir Bendine, deve anunciar nesta quinta-feira um programa de cortes de cargos, incluindo gerências, visando adequar a empresa a uma nova realidade de preço baixo do barril de petróleo, menores investimentos da estatal e economia em ritmo lento; estudo para enxugar a empresa começou ainda no ano passado, mas foi acelerado a partir das consequências causadas pela operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na estatal, e da crise

Presidente da estatal, Aldemir Bendine, deve anunciar nesta quinta-feira um programa de cortes de cargos, incluindo gerências, visando adequar a empresa a uma nova realidade de preço baixo do barril de petróleo, menores investimentos da estatal e economia em ritmo lento; estudo para enxugar a empresa começou ainda no ano passado, mas foi acelerado a partir das consequências causadas pela operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na estatal, e da crise
Presidente da estatal, Aldemir Bendine, deve anunciar nesta quinta-feira um programa de cortes de cargos, incluindo gerências, visando adequar a empresa a uma nova realidade de preço baixo do barril de petróleo, menores investimentos da estatal e economia em ritmo lento; estudo para enxugar a empresa começou ainda no ano passado, mas foi acelerado a partir das consequências causadas pela operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na estatal, e da crise (Foto: Roberta Namour)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras deve anunciar na quinta-feira um programa de cortes de cargos, incluindo gerências, visando adequar a empresa a uma nova realidade de preço baixo do barril de petróleo, menores investimentos da estatal e economia em ritmo lento, disseram à Reuters duas fontes da companhia.

O presidente da estatal, Aldemir Bendine, será o porta-voz desse programa de cortes. Na noite desta quarta, a empresa informou que Bendine vai conceder entrevista coletiva na manhã de quinta-feira.

“A ideia é cortar algo próximo de 30 por cento das gerências. Tantas gerências provocam custos e engessam mais a empresa”, afirmou à Reuters uma fonte, sob condição de anonimato.

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“O trabalho que está sendo feito visa adequar o tamanho da companhia à realidade de mercado. Aparentemente, essa redução pode ser ruim para as pessoas, mas será bom para a saúde da companhia... a companhia terá mais flexibilidade e economizará alguns milhões com a medida”, acrescentou outra fonte, que também pediu para não ser identificada.

O estudo para enxugar a empresa começou ainda no ano passado, mas foi acelerado a partir das consequências causadas pela operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na estatal, pela forte queda do barril de petróleo e pela redução nos investimentos da estatal.

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Paralelamente, havia também um estudo sobre a possibilidade de criar vice–presidências na empresa que hoje é dirigida por um presidente e alguns diretores.

Por conta desse cenário, o Plano de Negócios 2015-2019 foi revisado para baixo este ano para 98,4 bilhões de dólares. O plano anterior, divulgado em junho de 2015, apontava para investimentos de 130,3 bilhões de dólares.

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“Entende-se que esforços precisam ser feitos para colocar a companhia novamente nos eixos e nos trilhos daqui a 2 ou 3 anos”, declarou uma das fontes.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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