Petrobras dispara e reduz perdas do Ibovespa

Os preços do petróleo viraram para forte alta, apagando as perdas de agosto, depois dos dados de produção de petróleo nos EUA, mostrando uma queda na produção para 9,296 milhões de barris por dia (bpd) em junho, ante 9,4 milhões de bpd em maio e um pico de 9,6 milhões de bpd em abril. O petróleo disparava 5,57%, atingindo os US$ 47,82; isso fez com que as ações da Petrobras subissem mais de 6% em 50 minutos

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 10/09/2013. Fachada da sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. Documentos classificados como secretos e que vazaram da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram que a Petrobras,
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 10/09/2013. Fachada da sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. Documentos classificados como secretos e que vazaram da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram que a Petrobras, (Foto: Leonardo Attuch)


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Apesar de ainda operar em baixa, o Ibovespa reduz as perdas no início da tarde desta segunda-feira (31) com Petrobras e Vale subindo mais de 2% após cair pela manhã, o que leva o benchmark a cair menos, após chegar a recuar 3,36% na mínima do dia. No caso da estatal, a virada ocorre após dados de produção nos EUA, que impulsionaram os preços do petróleo. Por outro lado, o dia é de pressão vendedora pela piora nas perspectivas para o quadro fiscal depois do governo desistir de recriar a CPMF e com notícias de que o Orçamento de 2016 irá ao Congresso mostrando déficit. 

Às 13h20 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira caía 1,76%, a 46.323 pontos. Já o dólar comercial sobe 1,30% a R$ 3,6319 na venda, ao passo que o futuro para setembro tem alta de 1,80% a R$ 3,647. No mercado de juros futuros o DI para janeiro de 2017 sobe 26 pontos-base a 14,21% ao passo que o DI para janeiro de 2021 sobe 39 pbs a 14,10%. 

Os preços do petróleo viraram para forte alta, apagando as perdas de agosto, depois dos dados de produção de petróleo nos EUA, mostrando uma queda na produção para 9,296 milhões de barris por dia (bpd) em junho, ante 9,4 milhões de bpd em maio e um pico de 9,6 milhões de bpd em abril. O petróleo disparava 5,57%, atingindo os US$ 47,82.

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Além disso, a OPEP sinalizou sua preocupação com a queda dos preços. Em documento publicado hoje, o grupo produtor disse que está preocupado com a queda nos preços do petróleo e pronto para conversar com outros produtores. "Como a Organização tem sublinhado em diversas ocasiões, ela está pronta para conversar com todos os outros produtores. Mas isso tem que ser em um campo de jogo nivelado. A Opep irá proteger os seus próprios interesses", disse o comentário no Boletim mais recente da OPEP.

Tensão no mercado
No radar do mercado ainda estão rumores da possibilidade da perda do grau de investimento e da saída do ministro Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. Do lado internacional as bolsas caem antes de dados dos PMIs (Índices Gerentes de Compras) de serviços e da indústria da China que sairão à noite, além das expectativas conflitantes sobre aumento dos juros pelo Federal Reserve.

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Uma fonte da área econômica ouvida pela Bloomberg disse que os ministérios da Fazenda e do Planejamento travam embate para fechar o Orçamento. Levy estaria preocupado com o sinal negativo mostrado ao mercado. Para o ministro, haveria  pouco espaço para elevação da carga tributária e sua proposta seria um corte “duro” agora, reduzindo despesas com programas ineficientes e despesas obrigatórias, segundo informações do Estado de S. Paulo. Já Nelson Barbosa, do Planejamento, defenderia o gradualismo no corte de gastos devido à necessidade de negociação com o Congresso e representantes dos trabalhadores.

Além das notícias negativas no fiscal, uma nova instabilidade surge dos rumores de que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estaria com planos de deixar o cargo.

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Também tinha algum peso por aqui o Relatório Focus, com a mediana das projeções de diversos economistas, casas de análise e instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 foi reduzida de uma retração de 2,06% para uma de 2,26%, sendo também derrubada em 2016 de uma queda de 0,24% para 0,40%. Já no caso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o medidor oficial de inflação utilizado pelo governo, as projeções são de que haja um avanço de 9,28% este ano.

Mais pessimistas estão o Credit Suisse e o BTG Pactual. O primeiro cortou a sua previsão do PIB de 2015 de 2,4% de retração para 2,6%. Já o segundo cortou de 1,4% para 2,7% de recuo da economia este ano. 

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Destaques de ações
Os bancos recuam em meio a piora do cenário macroeconômico brasileiro. Caem os papéis de Bradesco (BBDC3, R$ 25,23, -4,47%; BBDC4, R$ 23,10, -3,87%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 26,59, -3,41%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 17,78, -5,32%). Juntas, as três ações respondem por mais de 20% da participação da carteira teórica do Ibovespa. 

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