Petrobras dispara 10% e puxa alta da Bovespa

Às 15h45, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, subia 2,64%, a 38.488 pontos; ações da Petrobras operavam em alta perto do mesmo horário; ação preferencial (PETR4) tinha ganhos de 7,38%, a R$ 4,51; já o papel ordinário (PETR3) tinha alta de 10,07%, a R$ 6,56

Às 15h45, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, subia 2,64%, a 38.488 pontos; ações da Petrobras operavam em alta perto do mesmo horário; ação preferencial (PETR4) tinha ganhos de 7,38%, a R$ 4,51; já o papel ordinário (PETR3) tinha alta de 10,07%, a R$ 6,56
Às 15h45, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, subia 2,64%, a 38.488 pontos; ações da Petrobras operavam em alta perto do mesmo horário; ação preferencial (PETR4) tinha ganhos de 7,38%, a R$ 4,51; já o papel ordinário (PETR3) tinha alta de 10,07%, a R$ 6,56 (Foto: Aquiles Lins)


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Ricardo Bomfum, do Infomoney - O Ibovespa já salta quase 3% impulsionado pela alta do petróleo em meio a notícias de que a Rússia está em conversas com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para reduzir a produção do combustível. Com isso, as bolsas dos Estados Unidos e as europeias estão todas em alta. O mercado ainda fica à espera da decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) às 17h (horário de Brasília). No cenário doméstico, a Polícia Federal deflagrou a 22ª fase da Operação Lava Jato, denominada Triplo X.

Às 15h17, o benchmark da bolsa brasileira tinha ganhos de 2,88%, a 38.576 pontos. Já o dólar comercial recua 0,34% a R$ 4,0563 na venda, enquanto o dólar futuro para fevereiro opera estável a R$ 4,058. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 tem queda de 3 pontos-base a 14,68%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 avança 4 pontos-base a 16,41%.

Segundo o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, a virada do petróleo foi o que motivou toda a alta da Bolsa, que foi potencializada pelo fato das ações já terem caído muito.

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Entre as notícias do dia, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, deve anunciar R$ 50 bilhões de crédito amanhã na reunião do chamado "Conselhão", encontro da presidente Dilma Rousseff com 90 personalidades entre empresários, artistas e líderes de movimentos sociais. O dinheiro viria do pagamento das pedaladas fiscais aos bancos públicos. O ministro ainda defenderá a reforma da Previdência, que hoje responde por mais de 40% do gasto primário, disse fonte à Bloomberg.

Segundo o Estado de S. Paulo, Barbosa acredita que ainda há demanda por crédito, apesar dos economistas se mostrarem céticos quanto a isso. Já de acordo com o Valor Econômico, Dilma estuda condicionar esta concessão de crédito ao aumento do emprego.

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Petróleo

Foram divulgados às 13h30 os estoques de petróleo, que vieram fortes, mas fora ofuscados pela notícia de que Rússia e a Opep estão em conversas para reduzir a produção do combustível. O aumento nos estoques foi de 8,38 milhões na semana passada, após subirem 4 milhões na semana anteror. Hoje, o barril do Brent tem queda de 3,22% a US$ 33,62 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate) registra ganhos de 2,73% a US$ 32,28.

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Ações em destaque

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 6,44, +8,05%; PETR4, R$ 4,44, +5,71%) aceleram ganhos após um começo de pregão bem volátil. No radar da empresa, de acordo com a Folha de S. Paulo, os 60 mil participantes do principal fundo de pensão da Petrobras serão chamados a dar sua contribuição para cobrir um rombo que já dura três anos na Petros, fundação que administra aprevidência privada da estatal. Segundo o jornal, a expectativa de conselheiros da Petros é de que o rombo anual chegue a quase R$ 20 bilhões.

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Da forma semelhante, os papéis da Vale (VALE3, R$ 9,48, +5,92%; VALE5, R$ 7,24, +6,16%) passam a subir, após começarem o dia voláteis. O minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao subiu 3,29% a US$ 42,43 a tonelada, apesar das notícias de queda do lucro das empresas industriais na China.

Mas quem segura a alta da Bolsa mesmo são as ações de Ambev (ABEV3, R$ 17,57, +4,33%) e da Cielo (CIEL3, R$ 32,74, +3,12%), papéis considerados mais defensivos. Juntas, as duas ações respondem por 12,60% da participação da carteira teórica do Ibovespa.

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Já entre as quedas está a Kroton (KROT3, R$ 7,98, -0,25%). Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que serão oferecidos 250.279 contratos pelo Fies (Fundo deFinanciamento Estudantil). A empresa líder em participação nos contratos dentre as companhias com ações listadas na Bovespa, Kroton, foi a que apresentou o maior tombo em termos de market share: de 17,9% no segundo semestre do ano passado para 12% nos primeiros seis meses deste ano. Em parte esse movimento é atribuído ao mais elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das regiões em que opera.

Fomc

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Hoje às 17h sairá a decisão de taxa de juros dos Estados Unidos após a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto do país. Para o economista da Rio Bravo, Evandro Buccini, os membros do comitê devem comentar as recentes quedas no mercado, o que pode gerar expectativas de que o ritmo de aumento das taxas de juros nos EUA seja mais gradual e suave. "Se eles apertarem a caneta nesta volatilidade, podemos esperar por aumentos mais graduais". O resultado prático disso nos mercados seria uma alta das bolsas, já que a rentabilidade dos títulos da dívida norte-americana não aumentaria tanto e não causaria uma fuga de apetite de risco global tão forte. Só há um risco: "se o Fomc exagerar, as bolsas podem cair por temores de que a economia esteja muito ruim", explica o economista.

 

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