Petrobras assume dívidas de empreiteiras
Petrobras está assumindo pagamentos a fornecedores devidos por firmas com as quais mantém contratos, inclusive três envolvidas na operação Lava Jato, da Polícia Federal; Medida foi adotada pela estatal para evitar quebradeira dos fornecedores no setor de óleo e gás e manter a política de uso de conteúdo nacional; aos fornecedores da Galvão foram pagos cerca de R$ 300 milhões na última semana; empresa diz que está zelando pelo cumprimento das obrigações das grandes empresas com as menores
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247 - A Petrobras está assumindo pagamentos a fornecedores devidos por firmas com as quais mantém contratos, inclusive três envolvidas na operação Lava Jato, da Polícia Federal. Medida foi adotada pela estatal para evitar desabastecimento no setor de óleo e gás e manter a política de uso de conteúdo nacional.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira, 26, a estatal procura, ao mesmo tempo, maneiras de encerrar os contratos vigentes com as companhias que estão inadimplentes. De acordo com o jornal paulistano, a Petrobras está agindo dessa forma em pelo menos quatro casos distintos: 1) no consórcio UFN III (planta de fertilizantes), da Galvão Engenharia; 2) no projeto Charqueadas, do estaleiro Iesa; 3) no consórcio Integra, da Mendes Júnior; 4) na fabricação de 17 barcos de apoio, da Brasil Supply.
Para evitar a falência desses fornecedores, a estatal montou uma operação financeira chamada "conta vinculada", na qual realiza o pagamento que as companhias maiores deveriam fazer às menores, mas de forma a garantir que as grandes não coloquem as mãos no dinheiro. Dois casos estariam mais adiantados, o da Galvão Engenharia e o da Brasil Supply.
Aos fornecedores da Galvão foram pagos cerca de R$ 300 milhões na última semana. Já o Estaleiro Ilha, contratado pela Brasil Supply, recebeu cerca de R$ 3 milhões para pagar funcionários. As companhias não se pronunciaram oficialmente.
Os problemas financeiros das companhias envolvidas na Lava Jato começaram com a interrupção do pagamento dos aditivos feitos aos contratos, que eram normalmente pagos pela Petrobras.
Petrobras responde
Questionada sobre as medidas tomadas para evitar a quebra dos fornecedores, a Petrobras afirma que está zelando pelo cumprimento das obrigações das grandes empresas com as menores.
"[A Petrobras] disponibilizou recursos para o consórcio UFN III em conta vinculada, sempre cobertos por garantias bancárias, zelando pela preservação eficiente do contrato e para que o consórcio cumprisse suas obrigações com subcontratados e fornecedores."
Embora tenha ligado informalmente a fornecedores da Galvão, citando a quebra do contrato e a futura substituição da empresa, a Petrobras diz não interferir nas relações comerciais dos consórcios.
Sobre o caso da Iesa, a estatal diz que estuda com seus sócios, BG e Petrogal, um novo processo de contratação para dar continuidade no projeto. Em relação aos outros casos citados, a petroleira não se posicionou.
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