Petrobras: ação nos EUA usará provas da Lava Jato
Investigadores norte-americanos recolheram cópias de documentos da Operação Lava Jato no Brasil, na semana passada, para embasar uma ação coletiva contra a Petrobras que corre na Suprema Corte de Nova York; grupo de investidores que comprou ações da estatal na Bolsa de Valores de Nova York alega ter sofrido perdas milionárias em decorrência dos atos de corrupção investigados por autoridades brasileiras; os autores da ação argumentam que a empresa não comunicou o caso de corrupção adequadamente ao mercado, tendo fugido à sua obrigação; a comitiva americana buscou, no Brasil, evidências de que houve cartel, pagamento de propina e superfaturamento de contratos; devem ser citados na ação os ex-presidentes da companhia José Sérgio Gabrielli e Maria das Graças Foster
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247 – Uma comitiva de investigadores norte-americanos esteve no Brasil na semana passada para tirar cópias de documentos referentes à Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras. A intenção é embasar uma ação coletiva que corre contra a petroleira na Suprema Corte de Nova York.
Segundo reportagem assinada por Julia Affonso e Ricardo Brandt na edição deste domingo do Estadão, os investigadores procuravam evidências de que houve cartel na venda de equipamentos e serviços à Petrobras, pagamento de propina a servidores da estatal e superfaturamento de contratos.
Na ação, um grupo de investidores que comprou ações da estatal na Bolsa de Valores de Nova York alega ter sofrido perdas milionárias em decorrência dos atos de corrupção investigados por autoridades brasileiras. Os autores da ação argumentam que a companhia não comunicou o caso de corrupção adequadamente ao mercado, tendo fugido, portanto, à sua obrigação.
"Sentença, delações premiadas, confissões, tudo pode ser prova. E isso pode ser feito, inclusive, sem a presença física. A presença é o ideal, obviamente, mas muitos (ex-diretores da Petrobrás) estão presos. Nós não sabemos o procedimento de como eles poderiam de alguma forma testemunhar, mas estamos explorando isso", detalhou Jeremy Lieberman, advogado responsável pela defesa dos investidores.
O advogado discorda da tese defendida pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato no Brasil, de que a Petrobras foi "vítima" no esquema de corrupção, que envolve as maiores empreiteiras do País. "Pensamos que é uma piada dizer que eles são vítimas", rebate Lieberman, que trabalha em nome do escritório Pomerantz.
Além de ex-diretores da estatal acusados de receber propina, devem ser citados na ação os dois últimos ex-presidentes da companhia, José Sérgio Gabrielli e Graça Foster. A Petrobras apresentou em abril um documento de defesa da ação, alegando que não sabia do esquema de cartel formado pelas empreiteiras. De acordo com o documento, apenas quatro ex-diretores da empresa tinham conhecimento e participavam das ações irregulares, e eles já foram afastados. São eles: Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Renato Duque e Nestor Cerveró.
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