Pelo menos 51 países mantêm restrições à carne brasileira
Pelo menos 51 países, além da União Europeia (UE), ainda mantêm restrições à importação da carne brasileira, conforma dados do Ministério da Agricultura; mais de três meses após a operação Carne Fraca, que afetou as principais empresas do setor, 2 países e a União Europeia (UE) ainda restringem a entrada dos produtos brasileiros; outros nove países bloqueiam totalmente as importações de carne brasileira
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247 - Após mais de três meses do início da Operação Carne Fraca, ao menos 51 países, além da União Europeia (UE), ainda mantêm restrições à importação da carne brasileira, conforme levantamento feito pelo Ministério da Agricultura. Nove países bloqueiam totalmente as importações.
As informações são de reportagem de Manoel Ventura em O Globo.
"A lista também mostra que 42 países e a União Europeia (UE) ainda restringem a entrada dos produtos brasileiros. São casos de suspensão parcial na compra de carnes e reforço nas inspeções antes de as mercadorias serem vendidas para os consumidores. Segundo o levantamento, outros 20 países aceitaram as medidas anunciadas pelo Brasil e abriram seus mercados.
Com a credibilidade arranhada por sucessivas crises desde o início da operação — que investiga supostas fraudes na liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos —, o principal foco dos problemas está no mercado de carne bovina. Empresas exportadoras e pecuaristas tentam reconquistar a confiança dos compradores internacionais. Enquanto isso, as metas de expansão da participação brasileira no setor ficam em suspenso. O Brasil pretendia chegar a 10% de participação mundial do mercado de carnes (hoje, esse número é 7%) e buscava alcançar e ampliar a presença principalmente nos mercados de Japão, México e Coreia do Sul. Agora, o país administra crises, trabalha para reconstruir sua credibilidade e não perder compradores.
— A expectativa de ampliar a participação vai para o saco, porque é muito difícil exportar a mesma coisa que foi no ano passado — disse o analista da MB Agro Cesar de Castro."
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