Pedro Celestino: destruição da engenharia é ação deliberada do governo Bolsonaro
O presidente do Clube de Engenharia comentou na TV 247 a declaração do ministro Paulo Guedes em Davos de abrir o mercado brasileiro para empreiteiras e construtoras internacionais. Para ele, a concorrência com estrangeiros não é o problema, e sim o modelo de financiamento que deixará os brasileiros nas mãos de investidores internacionais. Assista
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, conversou com a TV 247 acerca da decisão anunciada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, de acabar com a política brasileira de compras governamentais e liberar também o mercado brasileiro para empresas internacionais.
Celestino deixou claro que a problemática central não é a concorrência estrangeira, e sim o modelo de financiamento a ser implementado, que deixará as empresas brasileiras à mercê de investidores internacionais.
“Nós não temos medo de concorrência, ao contrário, nossa engenharia esteve nas últimas décadas presente em mais de 40 países, inclusive nos Estados Unidos e principais países europeus. Concorrências internacionais existem no Brasil desde a década de 80 e nós ganhamos todas, não é esse o problema. O problema é que eles querem atrelar serviços de obras de engenharia à concessão de financiamentos, o que vai nos colocar em uma posição de dependência absoluta do investidor externo. É mais um passo no sentido da recolonização do Brasil, não é a concorrência, passa a ser uma questão financeira, não é o Estado que contrata o serviço, e sim o investidor financeiro que traz com ele a projetista, a construtora e a montadora dos serviços de engenharia”.
Pedro Celestino afirmou que a decisão de Guedes complementa uma política de destruição da engenharia brasileira do governo de Jair Bolsonaro. “Há uma política deliberada de exterminar a nossa capacidade de competição, que não começou agora, Paulo Guedes é continuador de uma política que vem desde o Joaquim Levy”.
O presidente do Clube de Engenharia ressaltou também a importância do BNDES em casos como esse, já que é a instituição que financia obras de engenharia há anos no Brasil e que, agora, passa por um desmonte com o atual governo.
Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247