"Pecuária terá que se adaptar para cumprir acordo de redução de metano", diz Mourão
Compromisso para a redução de 30% da emissão de gás metano foi anunciada durante a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP-26
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247 - O vice-presidente Hamilton Mourão disse que o setor pecuário nacional terá que adaptar para que o país cumpra a promessa - feita de forma conjunta com outros 102 países- de reduzir em 30% as emissões de gás metano até o ano de 2030. “A questão do metano está ligada aos excrementos da pecuária, principalmente. Nós temos um rebanho bovino enorme. Vai ter que haver uma adaptação, um planejamento para isso”, disse Mourão nesta quarta-feira (3), de acordo com O Globo. O compromisso para a redução da emissão de gás metano foi anunciado durante a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP-26, realizada em Glasgow, na Escócia.
“Temos um prazo para irmos nos adaptando. Grande parte dos produtores já trabalha no sentido de fazer a coleta dos dejetos e consequentemente depois a queima dos mesmos de forma que não contamine a atmosfera”, completou Mourão. Ainda segundo ele, “o Brasil está empenhado, o governo brasileiro, representando o Estado...É uma questão de Estado isso aí, não é só o nosso governo. Qualquer governo vai ter que encarar esse problema de frente. Está de acordo com a visão de todos os países do mundo no sentido de impedir que a temperatura na Terra suba além do 1,5 ºC”.
A meta de redução, porém, foi estabelecida mediante pressão exercida pelos Estados Unidos. O assunto foi alvo de uma discussão entre os ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Relações Exteriores, Energia e Ciência e Tecnologia, realizada em setembro. Todas as pastas se posicionaram de forma contrária ao compromisso global. A decisão foi revertida após pressão exercida pelo Departamento de Estado dos EUA.
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