"PEC dos Precatórios é vergonhosa e não pode passar", diz Rodrigo Maia

Parlamentar está de licença há dois meses, mas diz que vai reassumir o cargo para votar contra a PEC dos Precatórios

(Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados/Fotos Públicas)


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Sputnik - Nesta quarta-feira (3), o deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (sem partido), chamou a PEC dos Precatórios de "vergonhosa" e afirmou que a proposta não pode "passar".

​De acordo com o UOL, na última semana, o deputado federal, que estava de licença há cerca de dois meses, anunciou que reassumiria o seu mandato na Câmara dos Deputados e já adiantou que votará contra a PEC dos Precatórios.

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"Reassumo meu mandato na Câmara dos Deputados para votar contra a PEC dos Precatórios. Uma proposta, como já havia mostrado, muito danosa para a sociedade", disse Maia citado pela mídia.

Na tentativa de conseguir mais votos contra e possivelmente impor derrota ao presidente Jair Bolsonaro, de quem é rival político, o deputado vem publicando conteúdos em suas redes sociais mostrando eventuais impactos da aprovação da PEC.

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Precatórios são títulos que representam dívidas que o governo federal tem com pessoas físicas e empresas, provenientes de decisões judiciais definitivas. Quando a decisão judicial é definitiva, o precatório é emitido e passa a fazer parte da programação de pagamentos do governo federal.

A PEC abre espaço para o governo gastar R$ 83 bilhões a mais com duas mudanças importantes. A primeira é o adiamento e parcelamento de precatórios. Isso geraria um espaço fiscal de R$ 44 bilhões, a outra é uma mudança no cálculo do teto de gastos.

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Bolsonaro tenta aprovar a Proposta de Emenda à Constituição para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 em ano eleitoral. Desses R$ 83 bilhões, mesmo com uma parte sendo destinada ao auxílio, ainda sobraria um montante, o qual o governo ainda não revelou para onde vai.

Ausência de Bolsonaro na articulação

O presidente chega hoje (3) ao Brasil depois de alguns dias na Itália para atender ao evento do G20, entretanto, Bolsonaro não se reunirá com deputados para os convencer sobre a aprovação da PEC. O mandatário estaria apostando suas fichas na articulação do centrão para executar a tarefa, de acordo com o UOL.

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Também hoje (3), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, realizará almoço com parlamentares da base e da oposição para tentar os convencer sobre a proposta, segundo o Valor Econômico.

Auxiliares do presidente dizem que é papel do Congresso "fazer política" e "encontrar uma solução", ou seja, Bolsonaro quer deixar a conta também no colo do centrão.

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Fontes da gestão afirmam ainda que o chefe do Executivo já teria o seu "plano B", que é pedir à equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, um plano para refazer o auxílio emergencial pelo menos até o fim do ano que vem, o que o ajudaria durante as eleições.

No entanto, uma nova rodada de auxílio emergencial ainda teria que ter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

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